O Centro Interpretativo do Parque Arqueológico do Vale do Terva (PAVT), em Bobadela, recebeu, na passada terça-feira, dia 20, a apresentação do livro “População Residente. População Resistente”. O evento contou com auditório cheio.

Este livro nasceu integrado no projeto realizado em parceria entre a Câmara Municipal de Boticas e a Universidade do Minho para a valorização do PAVT. “População Residente. População Resistente” é um livro composto por registos fotográficos, retratos de várias pessoas de todas as faixas etárias das aldeias de Bobadela, Ardãos, Nogueira, Sapiãos e Sapelos.

Luís Fontes, professor responsável pelo departamento de Arqueologia da Universidade do Minho, agradeceu a participação e recetividade por parte das pessoas para a realização deste projeto e não poupou elogios ao trabalho feito por Inês Fontes, que fotografou todos os rostos que fazem parte deste livro: “É verdade que todas as pessoas são bonitas, mas a Inês soube acrescentar mais qualquer coisa aos retratos das pessoas”.
Inês Fontes também agradeceu a todas as pessoas que se deixaram fotografar por ela: “Foram vários meses nos quais tentámos reunir o maior número de pessoas para fazer este registo. Quero agradecer a todos.

Posso dizer-vos que sei as fotografias todas de cor. Memorizei todos os rostos que fotografei. É um projeto que levo com muito carinho, que fiz com muito prazer. Muito obrigada a toda a gente que nos acolheu. São muito generosos”. Para além das fotografias, foram ainda feitos alguns vídeos nos quais se registaram algumas atividades e tradições dos residentes das cinco aldeias.

Fernando Queiroga, presidente da Câmara Municipal de Boticas, esteve também presente na apresentação do livro, assim como vários elementos do seu executivo. O autarca botiquense demonstrou a sua grande satisfação pela parceria existente entre a autarquia de Boticas e a Universidade do Minho, que deu origem a projetos como este: “Tivemos uma sorte tremenda em ter esta parceria com a Universidade do Minho. O resultado está nesta obra e nos trabalhos que temos feito neste território. Devemos agarrar com unhas e dentes todas as possibilidades que temos para valorizar o nosso território. E esta é uma dessas possibilidades”. Fernando Queiroga afirmou que mais do que a paisagem, a grande riqueza do concelho de Boticas são as pessoas: “O título do livro foi muito feliz. A questão do residente e do resistente. Vós sempre acreditastes no concelho de Boticas, e, portanto, nós, município de Boticas, com toda a responsabilidade que temos, temos muito a agradecer a vós todos. Às pessoas que acreditam nas suas povoações, no seu concelho, e que continuam a cá estar. Somos tão poucos, e aos poucos que temos devemos estimá-los e dar este carinho redobrado”. O edil botiquense deixou ainda uma mensagem de um Santo e Feliz Natal e fez votos para que o próximo ano seja ainda melhor que o ano que está prestes a terminar.

“A base do projeto assenta no facto de as pessoas serem o verdadeiro ouro da terra e não o minério em si, daí termos registado todos estes rostos. O nome do livro surgiu não só neste contexto, mas também porque estamos numa área geográfica, social e cultural em que é preciso ser resistente para se manterem aqui. É uma espécie de homenagem às pessoas”, concluiu Inês Fontes.
No final da apresentação os presentes tiveram direito a um exemplar, pois muitos deles, ou os seus familiares, fazem parte dos muitos retratos que compõem o livro.

Maura Teixeira

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