Alzheimer

Sáb,12 Jan 2013


Ana Mesquita

A doença de Alzheimer (DA) é uma doença degenerativa, actualmente incurável mas que possui tratamento. É progressiva, comprometendo o cérebro provocando diminuição da memória, dificuldade no raciocínio, pensamento e alterações  comportamentais.

A DA pode manifestar-se já a partir dos 40 anos de idade, sendo que a partir dos 60 a sua incidência intensifica-se de uma forma exponencial. Existem relatos não documentados de DA aos 28 anos de idade.

Esta doença, que afecta muitas pessoas, foi descrita pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, identificando os sintomas da patologia.

Relativamente à fase inicial da doença, esta pode durar de dois a quatro anos e, nesta fase a intimidade do dia-a-dia, a vida atribulada das grandes cidades, entre outros factores, especialmente de origem sociocultural, colabora com a aceitação pelos familiares de determinadas perdas e alterações comportamentais, especialmente quando se trata de pacientes idosos.

Os principais sintomas da fase inicial da doença de Alzheimer são:

·Perda de memória, confusão e desorientação.

·Ansiedade, agitação, ilusão, desconfiança.

·Alteração da personalidade e do senso crítico.

·Dificuldades com as actividades da vida diária, com exercícios de actividade funcional.

Esta fase é muito complicada para quem convive com o paciente pois, em virtude dos períodos de bom convívio, bom desempenho social e intelectual e aparente boa saúde física, as explosões de ânimo ou as mudanças bruscas e inexplicáveis de comportamento são altamente angustiantes. A dificuldade de comunicação também pode estar presente, com dificuldades em encontrar as palavras adequadas.

A fase intermediária da doença, pode durar de 3 a 5 anos e caracteriza-se fundamentalmente pelo agravamento dos sintomas apresentados na fase inicial.

Esta fase afeta as atividades instrumentais e operativas. Podemos dizer que fazem parte dos principais sintomas da fase intermediária da doença Alzheimer os seguintes:

·Dificuldade em reconhecer familiares e amigos;

·Perder-se em ambientes conhecidos;

·Alucinações, inapetência, perda de peso, incontinência urinária;

·Dificuldades com a fala e a comunicação;

·Movimentos e fala repetitiva;

·Distúrbios do  sono;

Na fase final, um factor determinante, não apenas nesta fase, como também na fase inicial e intermediária, diz respeito aos aspectos preventivos e aos cuidados recebidos pelos pacientes. Pacientes bem cuidados, que foram tratados com os medicamentos adequados e tiveram boa orientação familiar apresentam uma melhor qualidade de vida e o aparecimento de complicações é significativamente mais tardio.

Os sintomas mais relevantes desta fase final da doença são:

·Dependência total;

·Imobilidade crescente;

·Incontinência urinária e fecal;

·Tendência em assumir a posição fetal;

·Mutismo;

·Restrito a poltrona ou ao leito;

·Presença de úlceras por pressão (escaras);

·Perda progressiva de peso;

·Infecções urinárias e respiratórias frequentes;

·Término da comunicação.

Como gerontóloga, aconselho a realizar algumas atividades com pacientes afetados por Alzheimer, para tal, podemos formar grupos e com o auxílio de material audiovisual ou escrito, reforçar aspectos como datas, hora, nomes, factos etc., como por exemplo a visualização de filmes antigos. A integração entre os elementos do grupo é fundamental, assim como o uso de técnicas de estimulação sensorial. Devemos criar um ambiente dinâmico provocando a participação activa dos membros, questionando sobre os seus nomes, nomes dos familiares, datas e fatos relevantes etc. Para tal, devemos utilizar frases que obtenham mais do que um simples sim ou não. É também importante que se mantenham algumas frases de incentivo prontas para serem utilizadas ao primeiro sinal de que o paciente está se distraindo ou desviando o assunto do tipo “estava a dizer que o seu pai”. E, ainda falar de sucessos conseguidos também costuma colaborar.

O exercício físico é uma actividade salutar a todos os indivíduos, porém é uma actividade especialmente indicada para os pacientes com demência. Uma actividade física bem orientada, tendo em vista as limitações de cada paciente, colabora com uma boa flexibilidade articular, melhorando a circulação e o funcionamento intestinal e consome o excesso de energia, combustível responsável muitas vezes por crises de agitação e agressividade.

As danças e caminhadas deverão ser utilizadas se bem aceites pelos pacientes. Se o paciente não consegue ou não entende como realizar os movimentos, a mímica também é uma boa estratégia.

Estas atividades são alguns exemplos que podem manter o indivíduo ocupado e entretido, devendo ser incentivadas pelas pessoas que o rodeiam, familiar, cônjuge ou especialista.

Como já referenciado anteriormente, o melhor tratamento é mesmo a prevenção! Escute os sintomas do seu corpo, aprenda a reagir e tenha um estilo de vida saudável, porque a sua saúde não mente!

Caso tenha alguma dúvida ou sugestão, a equipa do “Saúde, Não Mente”, estará grata em poder ajudar, contacte através do e-mail: saude.nao.mente@gmail.com.

 

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