POSITIVO: O RESULTADO

Sex,20 Abr 2012


No primeiro jogo após a demissão de Jorge Regadas do comando técnico, o Desportivo de Chaves levou de vencida o último classificado da tabela classificativa com toda a naturalidade, embora o melhor do encontro tenha sido o resultado.

Sebastião Imaginário

Na realidade, a apresentação dos “Valentes Transmontanos” não deixou saudades a ninguém, sendo sofrível e das piores que a equipa fez na presente temporada. Todos sabemos que há dias onde as coisas não correm como o desejado. É natural e humano. Mas o grupo de trabalho deve reflectir sobre as razões de tão paupérrima exibição. E, nem o facto da equipa matematicamente ter deixado de ter possibilidades de atingir o Play-off pode servir da capa protectora. Mais: quem defende a camisola do Desportivo de Chaves deve ter sempre bem presente a responsabilidade que acarreta sobre os ombros.

Apesar de actualmente estar num patamar nada condicente com a sua história, os flavienses são um dos clubes históricos do futebol nacional, devendo ser uma grande honra representá-lo e uma obrigação dignificá-lo.

Não deixa de ser verdade que o jogo foi de sentido único do primeiro ao derradeiro minuto, que a equipa teve sempre o domínio e o controlo do jogo, que o triunfo nunca foi posto em causa, que o conjunto dos arredores de Famalicão inflacionou a sua zona defensiva. Tudo isso é verdade. Mas a qualidade exibicional dos transmontanos deixou muito, mas mesmo muito a desejar, num plantel com qualidade para fazer mais e melhor.

A AD Oliveirense, já despromovida ao 3.º escalão nacional, apresentou-se com um forte pendor defensivo. Berto Gomes, treinador da Oliveirense que foi contratado para operar um verdadeiro “milagre”, colocou não um mas dois autocarros à frente do guarda-redes Vila Cova, numa evidente preocupação de não perder por muitos. Em termos atacantes a sua equipa foi inexpressiva, inexistente, de tal forma que não me lembro de na presente temporada uma equipa ser tão inócua. Nuno Dias foi um mero espectador.

No entanto, há que fazer justiça ao treinador minhoto: a qualidade, a matéria-prima de que tem ao seu dispor não é de grande qualidade, como de resto se comprova com o facto de apenas ter averbado uma vitória na presente edição da prova.

Com esta postura super defensiva passou praticamente sem grande relevância a ausência de um jogador. Se com 11 em campo, a preocupação era ter duas linhas defensivas baixas, juntas e coesas, essa postura não se alterou com o facto da equipa ter menos uma unidade. Ficou ainda mais patente.

Naturalmente que a maior responsabilidade era dos flavienses, que nunca foram capazes de impor um ritmo veloz, capazes de efectuar roturas na estrutura defensiva dos minhotos, que não tiveram o melhor acompanhamento/envolvência dos laterais e que tendo em conta o ritmo pousado com que os transmontanos actuavam, os jogadores forasteiros não tinham muitos problemas para solucionar.

Em bom rigor, os comandados da “Troika” (João Fernandes, Eduardo e Gustavo Souza) marcaram na primeira oportunidade de golo e apenas por duas vezes importunaram o guardião Vila Cova na 1.ª parte do encontro. Foi pouco, muito pouco.

As coisas pouco melhoraram na etapa complementar, embora aqui se tenha assistido a uma maior procura de jogar pelos flancos, isto é de disposicionar, deixar menos confortável a equipa de Berto Gomes. Os laterais envolveram-se com maior frequência nas acções ofensivas.

O segundo golo dos flavienses, aliada a um natural desgaste físico e mental da AD Oliveirense proporcionou mais espaços e com eles surgiram mais oportunidades de golo.

Num jogo que não vai deixar grandes saudades há que destacar duas individualidades: desde logo Kuca, pelo facto de ser sido o artilheiro de serviço ao marcar os dois golos do encontro. Contudo, considero que o melhor jogador dos flavienses foi Tijane, pela irreverência demonstrada e por ter sido dos poucos que imprimiu alguma velocidade nas suas acções.

Na semana anterior afirmei que ainda havia objectivos para alcançar e que o segundo lugar deveria ser mantido. Pois bem, com a conjugação dos resultados desta jornada esse objectivo ficou mais perto, pelo que há que não deixar fugir a oportunidade.

 

2- Com a saída de Jorge Regadas vai ser necessário encontrar um novo treinador. O Desportivo de Chaves e a cidade possuem características especificas, especiais, pelo que nem todos tem perfil para orientar os “Valentes Transmontanos”.

Na escolha do próximo timoneiro devem, salvo melhor opinião, ser pesados os seguintes factores, entre outros:

a) Competência

b) Caráter e personalidade

c) Identificação com o clube e com a cidade/região

d) Ambição

Felizmente que não terei a responsabilidade da escolha, mas há gente que se encaixa perfeitamente no perfil acima definido.

 

3- A semana passada ficou marcada por uma troca de comunicados entre a Comissão Administrativa que gere o Desportivo de Chaves e a Câmara Municipal de Chaves.

Para o caso não me importa quem tem razão, embora veja razões válidas dos dois lados. Agora, parece-me evidente que os sintéticos são essenciais/fundamentais para as camadas jovens e para o seu desenvolvimento. Sendo que se olharmos para Vila Pouca de Aguiar, uma vila que, neste momento, não movimenta jovens com o futebol, ficamos boquiabertos com aquele magnifico complexo. Por outro lado, o Desp. Chaves continua a ser o maior embaixador da cidade e da região, por muito que custe a muito boa gente. Por isso, acho que se deve encontrar uma plataforma de entendimento, que estou convicto acontecerá.

 

 

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