Música celestial desceu à Capela das Almas em noite de Reis
A Capela das Almas, em Cerva, viveu uma noite de Reis única na passada sexta-feira, 6 de Janeiro. O Coro da Paróquia de São Pedro e mais de 20 crianças do Agrupamento 540 dos escuteiros cantaram temas natalícios populares, oferecendo um sarau musical com a gente do dia-a-dia da vila.

Mais do que um simples sarau musical, foi uma forma de juntar “a gente do dia-a-dia de Cerva”, lembrou maestro Nuno Costa
Do céu, desceu a música celestial da trompa e da flauta. Da terra, dentro da Capela das Almas de Cerva, brotou a harmonia das vozes maioritariamente femininas do Coro da Paróquia de São Pedro e dos pequenos escuteiros do CNE Agrupamento 540, embalados pelo som do órgão e dos guizos. Juntos, cantaram pela primeira vez para as gentes da vila em noite de Reis num concerto especial e diferente, recheado de músicas bem populares que aqueceram o frio serão.
Dirigidos pelo jovem maestro natural de Cerva, Nuno Faria Costa, que frequenta actualmente o mestrado de Composição no Conservatório Real de Antuérpia (Bélgica), mais de 40 vozes cantaram temas como “Noite Feliz”, “Correi, Pastorinhos”, “O menino está dormindo” e “Adestes Fideles”. Do Porto, vieram o organista da Igreja da Lapa, Tiago Ferreira, e o trompista Nuno Pereira Costa, colaborador de várias orquestras e fundador do quarteto Trompas Lusas. Mais do que um simples sarau musical, foi uma forma de juntar “a gente do dia-a-dia de Cerva”, mostrando que com empenho e vontade tudo é possível, lembrou o maestro Nuno Costa.
Para o Coro da Paróquia de São Pedro, sair do reportório das missas dominicais foi um desafio. “Alargar os horizontes deles e de quem ouve” foi o principal objectivo de Nuno Costa, que optou por aliciar os ouvintes com canções de sabor bem popular, mas com “arranjos diferentes”. Aproveitando o regresso à terra para celebrar a época natalícia, o jovem quis dar aos cantores de Domingo uma “experiência diferente”, que implicou 15 dias de ensaios. Com as crianças, a preparação também “foi fácil”, pois “estão abertas a tudo o que se lhes possa ensinar”, contou. O verdadeiro desafio foi mesmo a interpretação da peça “Cantata de Natal” para coro de crianças, coro misto e piano, do padre Joaquim dos Santos, natural de Vilela (Cabeceiras de Basto), já que tem “uma linguagem musical mais difícil”.
“A autarquia devia dar a possibilidade de promover outro tipo de eventos” culturais
No final, valeu a pena o esforço: a Capela das Almas encheu por completo com gente de todas as idades e o jovem maestro mostrou-se satisfeito com a aceitação do público, já que “raramente há concertos no concelho, geralmente é só feiras e festas populares”. Para Nuno Costa, “a autarquia devia dar a possibilidade de promover outro tipo de eventos. Tem de haver mais políticos capazes na área da cultura porque estas são iniciativas pontuais”, que partem da boa vontade da população.
Antes da última música, o padre da paróquia Joaquim da Costa não quis deixar de elogiar e felicitar os seus paroquianos. “Foi belo!”, disse, visivelmente emocionado, apelando a que este tipo de iniciativa se volte a repetir. “Temos valores, agora só temos de os modelar às exigências da arte”, o que se faz com “amor à estética e dedicação à causa”, rematou.
Sandra Pereira






Gostei der ebom que amostrem muitas fotos de Cerva da nossa terra
Canada
Gostei e bom que amostrem fotos de Cerva
Canada