Feira das Cebolas, na Praça Camilo Castelo Branco, mostra de produtos locais na Praça Luís de Camões, produtos frescos no Mercado Municipal, feira regular na praça João Paulo II, foi este o cenário do certame, com mais de 700 anos, em tempo de pandemia, que se realizou no passado dia 25 de setembro. 

Marcada por tempos de pandemia, a Feira das Cebolas deste ano, ao contrário das edições passadas, não contou com um conjunto de atividades complementares lúdicas e culturais que faziam parte dos dias de festa, reduzindo o tempo do certame apenas a um dia, mas mostrou a sua essência com a venda de produtos agrícolas, além da cebola, alho, tomate, pimento, malagueta, mel, compotas, cogumelos entre outros.
A venda das cebolas, e outros produtos do campo, decorreu, como habitualmente, na Praça Camilo Castelo Branco, junto aos Paços do Concelho, e contou com meia centena de produtores, vindos de diferentes zonas do concelho de Vila Pouca de Aguiar e da região.
Além da venda da cebola, paralelamente decorreu a mostra de produtos locais na Praça Luís de Camões, a venda de produtos frescos no Mercado Municipal e a feira regular na Praça João Paulo II.
Já ao final da manhã de sexta feira, Alberto Machado, presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, salientou que “este ano a Feira está mais espalhada para atenuar a concentração de pessoas e o número de visitantes é menor, pelo facto de não ter realizado todas aquelas atividades complementares e o certame apenas se realizar num só dia”. No entanto, salienta o autarca, após ter falado com os produtores, “os produtos que eles foram produzindo ao longo do ano, e que aqui estão presentes, estão a ser vendidos com a eficácia que desejávamos”.

 

Respeito pelas medidas sanitárias

Se a pandemia não impediu a realização da Feira, no entanto, foi necessário que o certame se realizasse com a necessária segurança sanitária. Assim, as distâncias de segurança entre os expositores, a fiscalização nos pontos de entrada para o centro da vila e o uso obrigatório de máscara foram medidas implementadas na edição deste ano, de forma a não haver riscos de contágio da Covid-19.
Os visitantes tiveram um comportamento exemplar, no respeito pelas regras sanitárias. Para Alberto Machado é importante saber conciliar “a questão de saúde pública e a questão da socio-economia”, pois esta feira tem um importante contributo para agregados familiares do concelho, lembrando que “muitos desses agricultores, essencialmente os produtores de malagueta, só fazem esta feira sendo a única oportunidade de vender os seus produtos”.
Assegurado o cumprimento das regras sanitárias, estas dinâmicas, como a Feira das Cebolas, “tornam-se num rendimento complementar das famílias, pelo que todas as iniciativas e dinâmicas que promovam a produção agrícola, irão contribuir de forma significativa para aumentar o rendimento dos agregados familiares”, concluiu.

 

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