O Centro Interpretativo Mineiro de Jales começou a ser edificado para preservar a memória dos mineiros de Jales. Presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar considera que “equipamento servirá para resgatar a tradição mineira nesta região “e valorizar o património local.

A Casa do Guincho do Poço de Santa Bárbara, que permitia a comunicação desde o solo até às galerias das minas de Jales, tem agora o propósito de dar a conhecer as últimas minas de ouro e prata a serem exploradas em Portugal.

 

 

O espaço museológico que entrará em funcionamento no próximo ano será constituído por pisos superior, térreo e inferior, sendo este uma réplica de galeria subterrânea com acesso idêntico ao utilizado pelos mineiros. No exterior, terá uma área de acesso e lazer e pontos de informação da mina e da região.

Com o apoio do município, a Associação de Desenvolvimento Integrado das Terras de Jales é a promotora da candidatura, aprovada pelo Turismo de Portugal no âmbito da linha de apoio à valorização turística do interior. A associação AOURO vai cumprir um desejo antigo da população em valorizar este valioso património mineiro, pois resulta da constatação de um quadro de valorização turística regional.

A requalificação da Casa do Guincho e a Galeria de Visita tem um investimento de 557. 501,46€, sendo comparticipada pelo programa Valorizar (444.444,44€).

 

A mina de ouro de Jales foi explorada desde o tempo dos romanos (século I). A exploração mais recente remonta ao século passado com a exploração do sistema filoniano da Gralheira (1929) e o filão de Campo (1933). A atividade mineira desenvolveu-se ao longo de cerca de cinco quilómetros e atingiu os 600 metros de profundidade. A exploração mineira do estado português terminou em 1992, tendo sido a última exploração de ouro em Portugal.

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