Seis meses depois, os alunos da Universidade Sénior de Rotary de Chaves regressaram às aulas para um novo ano letivo, que será marcado por novas regras de funcionamento e de higiene, respeitando as recomendações da Direção-Geral da Saúde para minimizar o contágio do novo coronavírus.

Dia 21 de setembro foi dia de apresentações na Universidade Sénior de Chaves, mas também o dia em que as medidas de segurança e higiene sanitárias divulgadas pelas entidades de saúde foram colocadas à prova.

A sessão de abertura do novo ano escolar contou com a presença de Francisco Ramos, presidente do Rotary Club de Chaves, e de João Reis Morais, um dos coordenadores pedagógicos da universidade, responsável por dar as boas-vindas aos alunos e professores e também por esclarecer algumas dúvidas relativamente ao funcionamento das aulas.

Este ano, e por causa da covid-19, a Universidade Sénior de Rotary de Chaves, tal como aconteceu nos outros estabelecimentos de ensino, foi obrigada a adotar novas regras de funcionamento e de segurança. A utilização da máscara é obrigatória, o número de alunos dentro da sala de aula será limitado, o distanciamento físico é obrigatório, o bar da escola estará encerrado e os alunos terão aulas em regime misto, ou seja, via online e presenciais.

“Este ano vamos permitir que as aulas sejam assistidas de forma simultânea via online e presencial”, revelou o diretor da Universidade Sénior de Chaves, Hélder Pereira. “Daremos preferência às aulas via online mas em casos excecionais, e só com determinado número de alunos, também haverá aulas presenciais, como é o caso, por exemplo das aulas de informática, onde os alunos demonstram mais dificuldades, uma vez que estamos também a falar de uma faixa etária mais elevada”, explicou. Além da disciplina de informática, a cerâmica e os ensaios da tuna serão desenvolvidos nas instalações da universidade sénior.

A aposta nas ferramentas tecnológicas tem sido uma das prioridades da instituição flaviense uma vez que permite aos alunos seniores acederem às atividades letivas mesmo no estrangeiro quando estes vão passar temporadas com os seus familiares ou mesmo quando estão doentes e têm necessidade de ficar em casa.
“Creio que é uma mais-valia para os alunos continuarem a assistir às aulas e continuarem a manter o contacto com os professores e com os colegas”, destacou o presidente do Rotary Club de Chaves, que é também o responsável pelas aulas de informática na universidade sénior.

Confiança e luta são as palavras que vão nortear este novo ano letivo na Universidade Sénior de Chaves

Hélder Pereira garantiu que serão feitos todos os esforços para que os impactos provocados pela covid-19 afetem o menos possível a instituição, assim como os alunos.

“Teremos de nos adaptar, a cada passo, a cada situação nova, temos todos de ter paciência. Não há dúvida de que é um ano de mudança e essa mudança obrigou-nos a alterar o nosso sistema e desta vez é definitivo”, disse Francisco Ramos.

Na escola foram colocados cartazes com as normas de segurança da DGS, nomeadamente sobre a desinfeção das mãos e a utilização da máscara, a escola tem também um plano de contingência e um plano com os procedimentos a seguir em caso de suspeita de um aluno estar infetado com o coronavírus, que foi revisto pela unidade de saúde pública local.

“Iremos também oferecer um kit a cada aluno, constituído por uma máscara e gel desinfetante oferecido pelo Club Rotary”, destacou Francisco Ramos.

O calendário letivo 2020/21 seguirá, tal como nos anos anteriores, o calendário escolar, uma vez que grande parte dos alunos da Universidade Sénior desempenham um papel muito importante no apoio às suas famílias, sendo por isso fundamental sincronizar os tempos de férias da universidade sénior com as dos mais pequenos, disse Hélder Pereira.

As inscrições na Universidade Sénior de Chaves continuam abertas e o diretor da universidade garante que a “adesão tem sido fantástica”, embora admita que comparando com o ano letivo anterior o número de inscrições seja “ligeiramente mais baixo”. No ano letivo anterior havia mais de 100 alunos inscritos nas aulas da universidade sénior.

“O projeto da universidade são os alunos e o nosso objetivo não é dar grandes informações científicas ou académicas, mas sim promover o convívio, o bem-estar, a partilha de ideias. E sem alunos deixamos de ser autossustentáveis. Por isso mesmo, temos feito um esforço muito grande para manter o contacto com os nossos alunos, para sensibiliza-los e também para saber como é que está o seu estado de espírito tendo em conta o estado de confinamento em que estiveram durante alguns meses”, destacou o diretor da universidade.

Antes do aparecimento da pandemia, a universidade sénior tinha criado parcerias com várias entidades do concelho de Chaves com o intuito de se aproximar cada vez mais dos flavienses, levando o conhecimento para fora das paredes da universidade. De acordo com Hélder Pereira, essas parcerias irão manter-me, mas com algumas limitações, pois considera que “a universidade sénior é sem dúvida, ao nível dos seniores, um dos projetos mais importantes que a nossa sociedade tem”.

Neste novo ano letivo, a Universidade Sénior de Chaves contará com uma nova iniciativa na área da alfabetização que será dirigida aos refugiados e que contará com o apoio do Club Rotary e a Cruz Vermelha de Chaves.

A ideia, explicou o diretor, passa por personalizar a aprendizagem do português junto dos refugiados, especialmente dos adultos, que se encontram a viver no concelho, pois considera que só existe integração destes se aprenderem a língua portuguesa.

Cátia Portela

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