Os Trabalhadores Sociais Democratas do Distrito de Vila Real promoveram, no dia 11 de maio, o debate “Trabalho: Novos Desafios”. Iniciativa acontece numa altura em que as tecnologias colocam cada vez mais desafios no mundo laboral.

O desenvolvimento da automação e da inteligência artificial, cada vez mais utilizado nas empresas portuguesas, vem lançar novas problemáticas junto dos trabalhadores que acabam muitas vezes por ser substituídos por robots. Além disso, os indicadores demográficos apontam para um aumento da longevidade das pessoas e, como tal, um aumento acentuado das despesas com saúde e serviços pessoais, ao mesmo tempo que se regista um decréscimo populacional em virtude da baixa taxa de natalidade.

Baseado nesta realidade, o presidente dos Trabalhadores Sociais Democratas (TSD) de Vila Real, Nataniel Araújo, abriu o debate demonstrando a sua preocupação e alertando para a importância de serem criados postos de trabalho no interior, pois, na sua opinião, “só o fator trabalho poderá impedir a diminuição demográfica na região”.

Na mesma linha de raciocínio, Fernando Queiroga, presidente do PSD Distrital de Vila Real, salientou que é necessária vontade política para que a atual situação se inverta e deu o exemplo da linha telefónica “Saúde24” que foi instalada no litoral e não num território de baixa densidade populacional.

Durante o debate, José Manuel Fernandes, eurodeputado do PSD, elencou vários desafios para o mundo laboral, como são os casos das migrações, do abastecimento energético, da natalidade, da digitalização, da segurança e da proteção de dados. O responsável defendeu a necessidade de “sermos inclusivos”.

“Se existem empregos que vão terminar, outros vão ser criados, nomeadamente empregos focados na eficiência e sustentabilidade. Precisamos de estar determinados e não deixar ninguém para trás. Temos de ser inclusivos”.

O debate teve a moderação de Carla Barros, deputada do PSD à Assembleia da República e membro da Comissão Parlamentar de Trabalho e Segurança Social, que realçou o facto de ter sido transversal a todos os intervenientes a ideia de que a evolução tecnológica não é necessariamente má ou boa, mas sim que deve estar ao serviço do ser humano para o ajudar nas mais diversas situações.

No encerramento dos trabalhos esteve o secretário-geral dos TSD, Pedro Roque, que congratulou a estrutura dirigente pela qualidade das iniciativas que tem vindo a realizar no distrito.

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