Arranca hoje a 6ª edição do torneio que oferece mais do que um fim-de-semana desportivo. No total são 14 as equipas que lutam pelo título. Iniciativas de cariz social e cultural são também ‘cartão de visita’. Autarcas e patrocinadores garantem apoio para manter torneio e ver a modalidade regressar ‘em força’ à cidade. Aposta deverá ser a formação dos mais novos.

Mais do que um evento desportivo, o Torneio de Voleibol de Chaves (TVC) pretende ser um evento de cariz social e cultural, e que desafie os flavienses.

A edição de 2018 procura manter essa fasquia elevada e arranca já hoje à noite, sexta-feira, no Pavilhão Municipal de Chaves.

“Apesar das adversidades, mantém-se um torneio de qualidade excepcional que tem vindo a inovar de ano para ano”, destacou a responsável pela comissão organizadora, Joana Borges.

O grupo de jovens flavienses, que ano após ano têm organizado o torneio, continua à procura de marcar pela diferença, e este ano, a nível da competição, juntaram 14 equipas, oito delas de fora da cidade e apresentaram o torneio na segunda-feira, dia 3 de setembro.

Vila Pouca, Régua, Braga, Aveiro, Coimbra e Guarda são localidades que vão estar representadas e as restantes seis equipas são locais, com a organização a assegurar competitividade na luta pela vitória.

‘Ecovólei’ mas muito mais

O TVC é muito mais do que voleibol: “como tem sido hábito, o torneio tem servido de palco para diferentes iniciativas de cariz social e cultural, tornando este um evento onde o desporto e convívio andam de mãos dadas com a competição”.

A Amnistia Internacional marcará presença durante o fim-de-semana para a recolha de assinaturas para petições, e também durante os três dias de competição irá decorrer um jogo de interação com o público ‘voleibol ecológico’.

“Quer o público, quer os atletas podem participar, num jogo onde é preciso encestar nos ecopontos corretos os vários objetos e quem ganhar irá receber um ‘voucher’ das Termas de Chaves”, realçou Joana Borges.

Para sábado, dia 8, a partir das 19 horas, está marcado o ‘jantar de convívio’ para “toda a comunidade”.
“É um jantar para todos, por isso convidamos não só jogadores e acompanhantes, mas também espectadores, árbitros, voluntários e restante comunidade”, destacou a organização.

O jantar irá decorrer junto ao Pavilhão Municipal de Chaves e é necessário garantir uma pulseira.

“Cidade precisa de vida”

Para o presidente da Câmara Municipal de Chaves, Nuno Vaz, o torneio “dá vida à cidade”, elogiando a capacidade de “envolver as pessoas”.

“Estas iniciativas fazem com que a cidade viva, e uma cidade só é vibrante se acontecerem muitas coisas e se as pessoas estiverem envolvidas e saírem à rua destacou”, destacou.

O edil da cidade transmontana garantiu ainda, bem como as três juntas de freguesias presentes na apresentação que decorreu na segunda-feira, o apoio para o próximo ano: “assim, a organização fica mais à vontade para pensar na edição de 2019”.

Ausência da modalidade dificulta o regresso

Ano após ano, a organização tem procurado fazer regressar o voleibol à cidade flaviense. O Hóquei Clube Flaviense associou-se à organização do TVC, e chegou a haver uma época com duas equipas em competição, masculina e feminina, mas atualmente não existem equipas a competir durante o ano.

“Urge não deixar morrer o voleibol na cidade de Chaves, pois é um desporto que nos motiva e apaixona. É fantástico ver a quantidade de ex-ateltas na comissão organizadora, o que demonstra o compromisso e o afeto que mantêm com o clube e os seus projetos. Gostaríamos que o torneio pudesse ajudar a ter equipas para o voleibol durante o ano”, confessou Joana Borges.

Também John Alves, um dos fundadores do TVC, analisou a situação lembrando que “é natural que os jovens não joguem voleibol na cidade”, comparando com outras modalidades implementadas.
Apesar de realçar “as dificuldades operacionais”, como o facto de não haver voleibol há muitos anos, a falta de material de treino como redes e bolas, ou a falta de técnicos, John Alves garantiu haver “condições para os mais novos se interessarem pelo voleibol e a médio prazo ter equipas a competir”.

Também Nuno Vaz realçou a vontade em ver a modalidade a regressar em força, mas lembra que é importante que seja através de “processos naturais”.

“Não devemos ter processos artificiais, pois devem surgir da vontade da comunidade”, lembrou.
Para o autarca, “era importante ter em Chaves uma prática continuada”, demonstrando ainda disponibilidade para a “partilha de responsabilidades” num futuro em que seja possível ter equipas.

 

Diogo Caldas

 

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