Para além do impacto negativo na saúde dos aquistas, o adiamento da reabertura do setor penaliza um dos principais “motores” da economia da Região de Trás-os-Montes.

Com uma forte preocupação por ainda não haver data que preveja a abertura das estâncias termais portuguesas, as Termas de Chaves realçam também a surpresa pela situação, uma vez que já antes da atual pandemia cumpriam regras de higiene e segurança muito rigorosas, em linha com os serviços de saúde, com alguns procedimentos entretanto reforçados, nomeadamente no acolhimento dos aquistas, que passarão a utilizar máscaras e a desinfetar mãos e calçado.

Encerradas desde meados de março, “até ao momento, a única certeza que existe para o setor é que não irá retomar a atividade antes do dia 15 de junho, apesar de atualmente já serem permitidas massagens em centros de estética e ginásios”, sublinham, em comunicado, as Termas de Chaves.

Fátima Pinto, administradora do balneário termal, refere que “as Termas são um prestador de serviços de saúde, que cumprem habitualmente rigorosos planos de desinfeção e higienização, assim como planos de análises bacteriológicas e microbiológicas e inspeções periódicas e acompanhamento permanente da Delegação de Saúde”. Até ao momento, o balneário flaviense não realizou cerca de 2500 tratamentos, pelo que “é com ansiedade que aguardamos informações da Direção-Geral de Saúde (DGS) sobre a data de reabertura para que possamos começar a aceitar marcações e assim seja possível organizarmos a retoma da atividade”.

A administradora daquela que é uma das principais termas do país refere que “não se compreende esta falta de informação, pois para além de dificultar os preparativos para a reabertura e atrasar o agendamento dos tratamentos por parte dos termalistas que, na maioria dos casos, necessitam também de reservar o respetivo alojamento, ignorou-se por completo o facto de que as Termas cumprem todos os requisitos de segurança e higiene que são exigidos a qualquer atividade prestadora de cuidados de saúde tutelada pela DGS”. De relembrar ainda que as Termas só podem “funcionar sob a direção clínica de um médico hidrologista, reconhecido pela Ordem dos Médicos” e grande parte dos tratamentos que realizam estão enquadrados no regime de comparticipação do Estado dos tratamentos prescritos nos cuidados de saúde primários do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Agendamento de todos os serviços é obrigatório

Para a reabertura estão já a ser tomadas novas medidas como a marcação prévia obrigatória para todos os serviços, de forma a controlar o número de pessoas em simultâneo nas instalações, e a criação de um espaço limpo na entrada das Termas, onde será realizado um rastreio a todos os aquistas para detetar situações de risco como febre, tosse ou a possibilidade de ter estado em contacto com algum infetado. Em seguida, será realizada a higienização das mãos e do calçado e só depois deste processo, os termalistas poderão entrar no balneário. Tal como acontece em todos os espaços fechados, o uso de máscara será obrigatório.

Durante o período de encerramento, as Termas de Chaves juntaram-se ao esforço de várias entidades da região e apoiaram instituições e profissionais de saúde que estiveram na linha da frente da pandemia com a cedência de material e produtos das Termas de Chaves. Desde a abertura do posto de despiste da COVID-19 criado na cidade, os enfermeiros do balneário flaviense estiveram a dar apoio na realização dos testes.

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