José Carlos Silva, comandante dos BVSPC

Cada saída urgente de ambulância dá prejuízo aos Bombeiros Voluntários de Salvação Pública de Chaves (BVSPC). Há pelo menos dois anos, “temos tido muita diminuição de socorro pré-hospitalar” no Posto de Emergência Médica (PEM) da corporação, informou José Carlos Silva, comandante dos BVSPC. Isto porque além dos bombeiros, existe outra ambulância de Suporte Básico de Vida gerida pelo INEM no Centro de Saúde nº 2, que tem prioridade nas saídas de socorro.

“Em vez de sairmos à vez, nós só saímos quando eles estão empenhados ou quando têm a ambulância inoperacional. Esta situação está a causar-nos um grande transtorno a nível de sustentar os salários do pessoal”, refere José Carlos Silva. Isto porque a verba trimestral de 6 mil euros e a verba por cada saída (em média 500 a 600 euros por mês) atribuídas pelo INEM, “não chega para cobrir o gasóleo e o próprio salário dos socorristas da nossa ambulância de socorro pré-hospitalar”, garante José Carlos Silva. Se antes desta directiva, a corporação efectuava mais de 100 saídas mensais com a ambulância de socorro pré-hospitalar, actualmente apenas efectua cerca de 60 saídas por mês. “Os bombeiros estão a sustentar o INEM, quando devia ser o contrário”, remata.

Para colmatar a falta de verbas, a corporação vai-se sustentando onde pode – transporte de doentes, donativos ou quotas dos sócios –, mas a manter-se esta situação, poderá estar em causa a manutenção do PEM. Para o comandante, a solução poderia estar na articulação de serviços, com saídas à vez das duas ambulancias existentes. Os BVSPC já solicitaram uma reunião ao presidente do INEM para pedir a alteração desta situação.

Sandra Pereira

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