A 15ª edição da Sabores de Chaves aconteceu no passado fim de semana, dias 31 de janeiro, 1 e 2 de fevereiro, e contou com casa cheia durante os três dias.

Na sexta-feira o pavilhão gimnodesportivo abriu portas às 14h, seguindo-se o 12º Encontro Escolar de “Danças e Cantares Tradicionais”, que ano após ano tem reunido alunos das várias escolas da cidade. Às 16h teve lugar o primeiro showcooking, destinado aos mais novos, pelo nutricionista Filipe Ferreira. Às 18h foi a cerimónia de abertura oficial do certame, desta feita na Sala Multiusos do Centro Cultural de Chaves, e contou com a presença do secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Nuno Russo, seguindo-se a habitual visita aos stands no pavilhão. À noite o local foi animado pelo concerto da “Orxestra Pitagórica de Coimbra”.
No sábado, dia 1 de fevereiro, a abertura do pavilhão foi mais cedo, às 10h. Às 11h30 houve a atuação do Grupo de Concertinas do Monumento e às 14h30 foi a vez de subir ao palco o Rancho Folclórico da “Vila Medieval” de Santo Estêvão. Às 15h30 teve lugar o showcooking “Ao Fogão” com o chef Cordeiro e a Escola Profissional de Chaves, e à noite o pavilhão recebeu o concerto da cantora Susana Félix, intérprete do conhecido tema “Mais Olhos Que Barriga”. Ainda neste dia destaque para a presença da RTP com a emissão em direto para todo o mundo do programa “Aqui Portugal” junto ao Forte de São Neutel.
No domingo, terceiro e último dia do certame, as portas do pavilhão voltaram a abrir às 10h. O Rancho Folclórico dos Ases da Madalena subiu ao palco às 14h30, e às 15h30 teve lugar mais um showcooking “Conversas ao Fogão”, com o chef Cordeiro e a Escola Profissional de Chaves. Às 17h atuou o Grupo de Danças e Cantares Regionais de Santo Estêvão e o pavilhão encerrou às 20h.
De destacar ainda a realização de vários workshops de cestaria e olaria com a Associação de Desenvolvimento de Vilar de Nantes, animação teatral feita pelo Teatro Experimental Flaviense (TEF) e a apresentação do livro “Reminiscências Cripto-Judaicas nas Alheiras Transmontanas”, da autoria de Mouette Barboff, obra que foi recentemente selecionada com o melhor livro em Portugal sobre o tema, e que está a concorrer ao prémio de melhor livro do mundo sobre gastronomia e judaísmo pelos “Gourmand Awards”, considerados os Óscares dos livros.
No recinto da feira houve ainda um espaço dedicado à restauração onde os visitantes puderam degustar o melhor da gastronomia flaviense sem sair do local. Pela cidade houve ainda 36 restaurantes que se associaram a este evento e serviram pratos onde os derivados do porco eram os protagonistas.
É certo quer o fumeiro foi o produto rei deste certame, mas os visitantes puderam ainda encontrar o Pastel e o Folar de Chaves, pão, compotas, mel, licores, vinho, artesanato, e muitos outros produtos.

Nova roupagem tornou pavilhão mais atrativo

“A Feira foi um sucesso absoluto, quer em termos de vendas, quer no que diz respeito ao número de visitantes. Para isto contribuiu muito a nova imagem dada ao pavilhão, tornando o espaço mais apelativo, bem como a presença do stand da Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega (CIM-AT), junto à entrada principal, onde os visitantes ficavam imediatamente a conhecer um pouco sobre todo o território. Houve uma grande adesão de visitantes ao pavilhão, tanto diurna como noturna, nas duas noites de concertos”, afirmou Paula Chaves, vereadora responsável pelo desenvolvimento rural na Câmara Municipal de Chaves

“Cabaz Social” teve grande adesão

Outra das novidades da edição deste ano era a existência de um “Cabaz Social”. Isto é, no final de cada um dos três dias da Feira os produtores aderentes a esta iniciativa de cariz solidário doaram alguns dos seus produtos excedentes.
“A iniciativa correu muito bem. A nossa população, quando é chamada para estas causas sociais, marca uma forte presença. Dizem ‘Sim, estamos cá para ajudar’. Para além destes produtos recolhidos na Feira, houve uma frutaria que doou pão e uma pastelaria doou folares”, contou, com evidente satisfação, a vereadora flaviense.
Os produtos foram posteriormente entregues ao Patronato de São José e à Escola Agrícola de Artes e Ofícios que acolhem crianças e jovens em risco.
Esta ação veio na continuidade da iniciativa “Mercado Mais Verde”, que acontece todas as quartas-feiras no Mercado Local de Produtores.

Produtores qualificaram esta edição como sendo a melhor de sempre

Não foram adiantados números relativos a visitantes ou ao volume de negócios efetuado na Feira, pois a vereadora da autarquia flaviense destacou que o mais importante “foi a satisfação no rosto dos produtores. Passei pelos stands e a grande maioria deles, ao início da tarde de domingo, dizia-me que estavam a esgotar os produtos. Os produtores disseram que esta edição foi realmente a melhor Feira. E foi também muito importante poder ver a satisfação dos visitantes por levarem para as suas casas produtos de excelência e de muita qualidade”.

Maura Teixeira

 

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