A PSP registou desde o início do ano 24 furtos em Chaves, sendo os mais comuns relacionados com o roubo de telemóveis. O comandante da PSP de Chaves, Luís Alves, garante que não há nenhuma “onda de assaltos” na cidade e que os casos estão a ser investigados.

Os assaltos mais frequentes em Chaves têm a ver sobretudo com furtos em residências, em estabelecimentos comerciais, em veículos e tem aumentado, significativamente, o número de roubos de telemóveis, a par do que acontece no país. Neste último caso, o comandante da Polícia de Segurança Pública de Chaves (PSP), o comissário Luís Alves, admite que algumas das denúncias que chegam à esquadra são realmente verdadeiras, mas outras “têm suscitado algumas dúvidas”, no sentido de as seguradoras cobrirem o prejuízo.
Há denúncias que identificam “um indivíduo de estatura média, vestido de escuro” como sendo o autor do roubo. Estas situações, conforme explica Luís Alves, fazem com que a polícia desconfie da veracidade de alguns casos uma vez que “não existirá esse tipo de indivíduo”.
Os jovens que frequentam a Escola de Artes e Ofícios Professor Nuno Rodrigues (Escola Agrícola) têm igualmente sido apontados pelas vítimas como os principais suspeitos por alguns roubos, não só de telemóveis como de estabelecimentos comerciais. Os espaços por norma são alvo de vandalismo, não se verificando o furto de qualquer artigo.
De facto, o comandante da PSP de Chaves confirma que alguns alunos da escola têm causado alguns problemas, mas que neste momento a situação está a “meio de ser resolvida” e que a Polícia de Segurança Pública tem trabalhado em conjunto com a escola da Santa Casa da Misericórdia de Chaves e o Ministério Público no sentido de resolver a situação, sendo que, inclusive, já foram transferidos para outras instituições alguns dos jovens mais problemáticos.
Em fevereiro houve também casos de furtos de uso de duas viaturas ligeiras de passageiros e um motociclo.
“Ainda não sabemos muito bem os motivos dessa utilização, mas foi alguém que utilizou a viatura e que depois a deixou num outro local, dentro do perímetro da cidade”, referiu o responsável, acrescentando que ainda não sabem se os furtos terão sido realizados ou não pela mesma pessoa. Os veículos já foram, entretanto, recuperados.
Embora os casos preocupem as autoridades, Luís Alves afirma que não é caso para alerta e que a polícia está no terreno a investigar os assaltos.
“Neste momento não há nada que nos faça levar a crer que haja um número elevado de índice de criminalidade dentro da cidade”, comparativamente ao ano passado, sublinhou o comandante. Porém, as pessoas “devem adotar as medidas de autoproteção” e de segurança habituais, tanto na via pública como em casa.

Cátia Portela

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