Já há data para o referendo que vai colocar a questão aos flavienses sobre a reabertura, ou não, do trânsito automóvel na Ponte Romana. Cidadãos chamados a votar dia 13 de setembro.

Após aprovação da proposta por parte da Assembleia Municipal de Chaves, o Tribunal Constitucional também validou a realização do referendo.

Agora, a Câmara de Chaves, após reunião com os partidos políticos com representação na assembleia, já marcou o dia do referendo, que será a 13 de setembro, um domingo.

“A data permitirá não só uma participação informada e esclarecida por parte dos cidadãos, mas também que não aconteça durante um período de férias que é no mês de agosto”, explicou o presidente da autarquia, Nuno Vaz.

O referendo será aberto a todos os cidadãos recenseados no concelho de Chaves, sendo o calendário para a sua realização definido pela Comissão Nacional de Eleições e o processo operacionalizado pela Câmara de Chaves.

O presidente da Câmara de Chaves explicou ainda que na página da autarquia será criada uma secção com informações sobre este processo.

Na página estarão disponíveis informações sobre a história da ponte, pareceres, relatório sobre a ponte que será divulgado em breve, a proposta do referendo e as deliberações da Câmara, Assembleia e Tribunal Constitucional.

“Queremos que as pessoas exerçam o seu sentido de voto da forma mais esclarecida possível”, vincou.
Para Nuno Vaz, o processo de auscultação da população deve ser “interpretado por cidadãos ou movimentos de cidadãos, e não por partidos políticos ou a autarquia”.

Sobre a autarquia, Nuno Vaz realça que esta se deve manter isenta, lembrando que “a matéria em concreto suscita diversas opiniões”.

“É importante dizer que o que se pretende é que livremente todos os cidadãos possam pronunciar-se sobre esta matéria, sem preconceitos, juízos de valor, considerações prévias. Ser presidente não é impor a sua vontade, convicções ou visões, é interpretar a vontade popular e sobretudo dar tradução ao sentido de uma colectivade”, apontou.

Nuno Vaz pretende ainda no futuro que os cidadãos se possam pronunciar “sobre algumas matérias, desde que legalmente seja possível pois a essência de uma democracia é uma mais participativa”.

Quanto a Ponte Romana, que liga duas freguesias urbanas da cidade divididas pelo rio Tâmega, passou a pedonal, em 2008, gerando descontentamento nos comerciantes.

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