Inaugurada em 2005, a piscina municipal de Montalegre esteve de portas fechadas devido aos “elevados custos de funcionamento”. Agora, a autarquia garante que a reabertura estará para breve.

Foi Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, que deu a garantia da reabertura deste equipamento, avançando que a autarquia está a trabalhar num projeto cujo fim passa pela “incorporação de novas tecnologias, com maiores ganhos de eficácia energética e de proteção ambiental, menos poluidores”.

As obras de recuperação da Piscina Municipal vai decorrer nos anos 2021 e 2022 para que esta possa ser usada no verão desse ano. “Uma notícia que vai ao encontro dos desejos da população, com foco particular nas escolas e em quem pratica atividade desportiva”, garante a autarquia barrosã.

A obra, financiada pelo Portugal 2020, através do PO Norte, e da União Europeia, através do FEDER, ultrapassa 1,5 milhões.

Orlando Alves explica que o executivo está a trabalhar à luz de um projeto que ultrapassa 1,5 milhões de euros, quase integralmente suportado pelo orçamento municipal.

“Mau grado ter financiamento garantido pelos fundos comunitários (500 mil euros), a verdade é que o quadro comunitário apenas financia o que tem estritamente a ver com eficiência energética (revestimento exterior e equipamentos). Tudo o mais terá de ser assumido pela Câmara Municipal”, refere.

O município está a aguardar a assinatura do termo de aceitação a partir da qual os prazos começam a contar e o respetivo concurso público promovido. Se tudo correr como o previsto, a Piscina Municipal de Montalegre será aberta à comunidade escolar montalegrense e barrosã no Verão de 2022.

As intervenções

 

– Separação da nave principal da nave do tanque de aprendizagem;
– Nas fachadas pretende-se garantir o isolamento térmico das mesmas, bem como a aplicação de um novo acabamento de forma a proteger o isolamento colocado. Os vãos envidraçados são substituídos por caixilharia com vidro duplo e corte térmico adequados à função a que se destinam, que garantam o isolamento térmico e que mantenham a temperatura constante no interior;
– A reabilitação do edifício é essencialmente ao nível da sua envolvente opaca exterior, de forma a melhorar significativamente o seu comportamento térmico, a introdução de sistemas de energia renováveis, nomeadamente painéis de solar térmico para AQS, e intervenções pontuais no interior de maneira a melhorar a funcionalidade dos espaços e acessibilidades;
– Isolamento térmico do teto;
– Substituição da iluminação atual por iluminação LED;
– Instalação de coletores solares para produção de AQS;
– Substituição das caldeiras atuais por caldeiras a pellets;
– Instalação de Sistema de Produção de Energia Elétrica (painéis solares);
– Novos revestimentos de pavimentos e paredes interiores.

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