Cerca de 200 pessoas manifestaram-se em Cerva, no concelho de Ribeira de Pena, contra o encerramento do balcão da Caixa Geral de Depósitos (CGD), a única agência bancária a operar na vila, que acaba de deixar mais de 3000 habitantes “a descoberto”. O autarca Agostinho Pinto avançou já ter estabelecido contactos para que outro grupo bancário abra um balcão.

Contra o fecho do balcão da Caixa Geral de Depósitos (CGD), várias pessoas juntaram-se na passada sexta-feira, 28 de Setembro, nas imediações das instalações da entidade bancária com cartazes e palavras de protesto. Na maioria idosa, a população da vila considera uma injustiça ter de suportar os custos de deslocação de 16 quilómetros até Ribeira de Pena, para onde foram transferidos os funcionários, para usufruir de serviços bancários.

À Voz de Chaves, o presidente da Câmara Municipal de Ribeira de Pena, Agostinho Pinto, que marcou presença no protesto, explicou que o encerramento de mais um serviço “penaliza a população, que é na maioria idosa, tem reformas pequenas e não tem meio de transporte”, sendo a rede pública insuficiente, para deslocar-se até à sede de concelho, com uma viagem de táxi a custar cerca de 30 euros. Também solidário com a população esteve o presidente da Junta de Freguesia de Cerva, Carlos Alberto Carvalho.

Mostrando-se preocupado com o encerramento de mais um serviço no Interior do país, Agostinho Pinto avançou que uma vez que os representantes da CGD “não foram sensíveis” aos argumentos de uma área com cerca de 3000 habitantes, “vamos tentar que outra agência de um grupo privado abra um balcão”, acrescentando que aguarda resultados de contactos já estabelecidos.

Sandra Pereira

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