A Polícia Judiciária (PJ) de Vila Real deteve dois homens, de 31 e 47 anos, “fortemente indiciados” pela prática de crimes de incêndio florestal nos concelhos de Valpaços e Chaves, anunciou na terça-feira, dia 17, aquela força.

A Unidade Local de Investigação Criminal de Vila Real disse, em comunicado, que um pastor de 31 anos foi detido na madrugada terça-feira pela suspeita de ter ateado, no sábado, um foco de incêndio numa área florestal de Ervões, no concelho de Valpaços.
Segundo a PJ, o “fogo consumiu área de mancha florestal, constituída, maioritariamente, por mato”.
“O foco de incêndio colocou em perigo uma vasta mancha florestal, constituída por mato, área agrícola, bem como de habitações próximas, de valor consideravelmente elevado, que apenas não foram consumidas devido à rápida intervenção dos bombeiros”, referiu a Judiciária.
A GNR de Vila Real já tinha anunciado, no domingo, a identificação deste suspeito e, na altura, adiantou que remeteu os factos para o Tribunal Judicial de Valpaços.
Segundo a Guarda Nacional Republicana (GNR), “após uma denúncia, os militares deslocaram-se ao local onde tinha decorrido um incêndio florestal, tendo recolhido alguns testemunhos, o que permitiu identificar o suposto autor”.
“O incêndio acabou por não ter consequências piores, porque no local estavam corpos de bombeiros em prevenção, devido ao incêndio de grandes dimensões que tinha deflagrado no dia anterior, naquela localidade, onde arderam cerca de 650 hectares”, explicou a GNR.
Em Chaves, a PJ deteve um trabalhador da construção civil de 47 anos, que também é suspeito do crime de incêndio florestal.
Esta polícia explicou que o homem é suspeito de ter ateado focos de incêndio no sábado e domingo que consumiram cerca de dois hectares de área de mancha florestal, constituída, maioritariamente, por mato.
A Judiciária realçou ainda que estes fogos “colocaram em perigo uma vasta mancha florestal, constituída por mato, área agrícola, bem como de habitações próximas, de valor consideravelmente elevado”.
Os dois detidos vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação de eventuais medidas de coação.
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