Partido Comunista de Chaves deixa um alerta para que a pressão política se mantenha, no caso do Hospital de Chaves e no risco  da possível reforma em massa de médicos de família, e quer ver as promessas sobre o centro hospitalar e a questão das águas cumpridas. Francisco Lopes, candidato à presidência da Republica pelo PCP, vai estar em Chaves no próximo dia 27.

Numa conferência de imprensa realizada no passado dia 16 de Novembro, terça-feira, a Comissão Concelhia de Chaves do Partido Comunista Português voltou a alertar para os problemas da região, analisando também a situação económica e social do país.

“Mantemos a exigência de que as promessas que foram feitas aquando da criação do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro sejam cumpridas”, afirmou Manuel Cunha, atirando que era suposto “terem um efeito altamente benéfico para as populações”, mas que “essas promessas tardam a ser concretizadas”. Para o comunista flaviense é importante que “o poder político autárquico, as populações e os partidos mantenham sobre o Ministério da Saúde e sobre a administração do Centro Hospitalar uma pressão política constante, exigindo que as promessas feitas em 2007 sejam rapidamente concretizadas”.

Ainda sobre a saúde na região, Manuel Cunha relembrou um alerta que diz já ter sido feito pelo PCP há dois anos, sobre a “elevada idade dos médicos de família da região”. “A idade média de um núcleo importante de médicos de família ultrapassa já os 55 anos e está-se já a assistir a um aumento dos pedidos de reforma. É preciso tomar medidas ou vamos ter situações de total falta de cobertura por ausência de médicos de família”, considera. “Fomos os primeiros, numa assembleia municipal, a chamar a atenção para esta situação. Exigimos do poder político local pressão política para que estas situações sejam resolvidas”, atirou.

Mais uma vez a questão das águas continua a fazer parte da agenda do PCP de Chaves. Mostrando-se “extremamente preocupados com a gestão da água pública”, a Comissão Concelhia de Chaves do Partido Comunista Português teme que “deitem para cima das costas dos munícipes os encargos que estas dívidas vão implicar”. “O PS e PSD têm de prestar contas das promessas feitas, que as Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro eram a solução para a água da região”, lembrou Manuel Cunha.

Candidato à presidência da República em Chaves

Francisco Lopes, candidato ao cargo de Presidente da República pelo PCP, estará na cidade de Chaves no próximo dia 27 de Novembro, sábado. “A candidatura de Francisco Lopes é uma forma de criar condições para inverter as políticas que nos têm governado”, resumiu Manuel Cunha.

No fim-de-semana anterior, os comunistas flavienses recebem o deputado da Assembleia da República, Agostinho Lopes, que vai participar numa reunião com os militantes, seguido de um magusto aberto a simpatizantes.

Acerca da situação actual do país, Manuel Cunha referiu, sobre o Orçamento de Estado, que “embora esteja em discussão, existe já um acordo de viabilização entre o Governo e o PSD”, o que, na óptica do comunista flaviense, vai levar a uma “contracção inevitável no mercado interno”. “Nas regiões do interior, o Orçamento de Estado vai ser uma machadada significativa na crise. Com o prolongar da crise, o pequeno comércio e restauração estão no limite de aguentar ”, avisou.

Para Manuel Cunha “a greve geral, marcada para dia 24 de Novembro, tem de consistir num momento alto que pressione e condicione as políticas do Governo e do PSD”. “Também nesta região a greve geral deve ter uma importância significativa”, concluiu.

Diogo Caldas – redaccao@diarioatual.com

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