O auditório do Centro Cultural de Chaves vai receber uma sessão de esclarecimento, onde será abordado o Projecto GFW – Growing Fresh World, um assunto que já foi falado na assembleia municipal e cujos parâmetros foram reformulados. A Voz de Chaves falou com António Cabeleira sobre as alterações ao projecto e a importância que terá para a economia local.

 gfw-01No próximo dia 20 de abril, pelas 14h30, o Projecto da GFW – Growing Fresh World, será um dos temas abordados numa sessão de esclarecimentos, direccionada para jovens empresários, mas também comunidade em geral.

A cerca de uma semana do evento, A Voz de Chaves falou com o vice-presidente do munícipio, António Cabeleira, que pôs em cima da mesa todas as vantagens que o projecto trará para o concelho flaviense.

Ultrapassado o problema da extensão do terreno, muito maior do que o necessário à empresa e muito mais caro a nível de impostos, e dividido em dois artigos, dando origem a um novo arruamento (aprovado na última reunião de câmara) entre eles, o assunto será levado à próxima Assembleia Municipal, onde na última foi considerado “pouco transparente”, o que aquele responsável autárquico não aceita. “Damos a esta empresa as mesmas condições que daríamos a outras que se quisessem instalar no concelho. Toda a gente que nos bata à porta a dizer que quer realizar um determinado investimento, a câmara é um facilitador”, afiançou.

António Cabeleira falou das inúmeras vantagens que trará para o concelho a instalação da Growing Fresh World, ligada à Sousacamp, com sede em Vila Flor, uma das maiores produtoras nacionais de cogumelos em estufa com cinco unidades espalhadas pelo Norte de Portugal (Benlhevai, Paredes e Vila Real) e Espanha. Uma empresa criada há mais de duas décadas, que é responsável por cerca de 400 postos de trabalho, mais de uma centena dos quais na unidade de Vila Flor.

“Quando o projecto estiver concluído vamos ter 37 empresas, o que torna a Growing Fresh World ainda mais atractiva. A GFW é a empresa mãe e fornece todo o material que pode ser utilizado por todas as restantes empresas e garante o escoamento do produto”, esclareceu.

Neste sentido, António Cabeleira explicou que a cidade de Chaves foi escolhida para o desenvolvimento deste projeto pela sua localização privilegiada como ponto de saída para a Europa, potenciando assim a capacidade de exportação.

Desta forma, o projecto a implantar em Chaves pela GFW é visto como inovador, de apoio à iniciativa empresarial, proporcionando condições aos jovens de se instalarem no sector primário, mais concretamente na produção de cogumelos, “apoiados numa rede de parceiros fortes, estabelecidos no mercado e com profundo know-how”.

A empresa deverá instalar-se numa área total de aproximadamente 50.000 m2, que contempla um centro logístico de recolha de produção com cerca de 4.000 m2. Neste espaço irá existir uma área frigorífica para recolha da produção obtida de forma a minimizar custos de colocação no mercado e baixar os custos de investimento nas unidades de produção.

No próximo dia 20 de Abril, será levado a efeito pela Câmara Municipal de Chaves uma sessão de esclarecimentos sobre o projecto da GFW, mas ao mesmo tempo sobre outros programas de investimento e apoios para quem quer criar o seu próprio emprego. Dentro deles está o Programa VALORIZAR, “que é um Programa de Valorização Económica de Territórios, que os vê como activos de desenvolvimento e geração de riqueza e emprego, e projecta-se no futuro ciclo de financiamentos comunitários a Portugal, que vigorará entre 2014 e 2020”.

Cátia Mata

 

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3 comentários

  1. Isto é uma fraude, eu fui ter uma reunião com o sr nuno luz porque estava interessada, quando li o contrato até fiquei burra, nós só temos deveres direitos não temos nenhum, melhor dizendo, temos um é que trabalhar trabalhar trabalhar. Eles querem contruir a plataforma á custa dos empresários que vão “comprar” o pavilhão. comprar como quem diz, nós investimos o nosso dinheiro, mas o pavilhão nunca é nosso, eles têm total poder sobre tudo. Sao eles quem controlam tudo.

  2. Nós temos de colher o cogumelo, cortá-lo, embalá-lo e elevá-lo para eles o venderem, j+a para não falar que são eles quem estabelecem o que é cogumelo de 1ª, 2ª e 3ª, o que para nós é de primeira, para eles pode ser de 2ª ou 3ª 3 eles vendem-no como de primeira, a nós compram-nos barato porque não tem categoria mas o consumidor final vai pagá-lo como de 1ª e eles têm muito mais lucro.
    já para não falar da contabilidade que para mim é duvidosa, pois eles é quem controlam o contabilista, nós para temos acesso temos de andar a convocar assembleias para vermos alguma coisa.
    Só vos digo abram bem os alhos antes de assinarem qualquer coisa com esses senhores

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