Um grupo de cidadãos pediu esclarecimentos ao presidente da Câmara de Chaves sobre as intervenções que serão realizadas no Jardim Público.

No documento enviado na quinta-feira, dia 22, ao presidente da Câmara de Chaves, o grupo de flavienses diz estar “preocupado com o estado atual do Jardim Público” e quer saber “se as obras anunciadas para o centro histórico da Madalena terão alguma interferência na atual estrutura” daquele local.

O grupo considera que deverá haver um debate público sobre o projeto das obras previstas, à semelhança do que aconteceu com o Jardim do Bacalhau, e aborda o autarca flaviense sobre este facto.

Questionado, Nuno Vaz adiantou à Voz de Chaves que as obras no Jardim Público terão pouco impacto e que o objetivo é “garantir que o Jardim Público possa ser utilizado todo o ano”.

“Sempre que há muita chuva torna-se intransitável e só pode ser transitado se tivermos galochas ou botas. O que nós queremos fazer no Jardim Público, e já aprovámos esse projeto, é resolver dois problemas”, refere o responsável.

Nuno Vaz adiantou que as zonas pedonais serão ligeiramente elevadas para que seja possível drenar a água e as pessoas possam passar com tranquilidade, sem estarem sujeitas à lama que se forma nesse local nos dias de maior chuva.

Outra das preocupações da autarquia passa por “salvar as árvores”. De acordo com um estudo encomendado pela Câmara de Chaves, a impermeabilidade do solo do Jardim Público impede que a água e todos os nutrientes necessários cheguem às raízes das árvores. A solução, revela o presidente do município, passa por criar “pequenos canteiros”.

“Através de um estudo que encomendámos foi-nos dito que a intervenção que foi feita neste espaço impediu que o terreno fosse permeável, o que por sua vez impede as árvores de receberem a água e os nutrientes necessários. O que foi aconselhado foi a realização de pequenos canteiros”, explicou Nuno Vaz, acrescentando que a autarquia está verdadeiramente preocupada com a possibilidade de estas espécies arbóreas, já com bastante idade, possam perecer.

“Nós temos de tentar salvá-las, ainda que isso implique um investimento adicional por parte do município”, sustenta o autarca.

De acordo com o mesmo responsável, as obras estão previstas iniciarem dentro de “dois a três meses”.

Cátia Portela

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