Obras de requalificação do Pontilhão da Galinheira, no concelho de Chaves, vão reiniciar no dia 29 de junho.

Esta infraestrutura foi construída na década de 80 para facilitar a passagem de veículos agrícolas, nomeadamente tratores, para campos de cultivo situados na margem oposta do rio Tâmega, poupando, assim, algum tempo na viagem.

No ano de 2019 parte da estrutura ruiu e, correndo sérios riscos de colapsar por completo, a autarquia flaviense e a população procuravam uma solução urgente, pois, para além dos fins agrícolas, este pontilhão é diariamente usado por dezenas de pessoas durante a sua caminhada, corrida ou bicicleta.

“Quando foi construída, esta estrutura não tinha grande resistência. Em resultado do tempo, e, sobretudo, da utilização intensa de equipamentos e máquinas agrícolas, que vieram ganhando maior dimensão e peso, esta acabou por ruir. A APA – Agência Portuguesa do Ambiente, é a entidade que faz a gestão da linha de água e dos rios, e qualquer intervenção que seja feita nesses espaços tem de ser naturalmente autorizada por esta entidade pública”, referiu Nuno Vaz, presidente da Câmara Municipal de Chaves.

Inicialmente a autarquia flaviense pretendia fazer uma intervenção abrangente deste pontilhão, aproveitando para fazer uma requalificação integral, havendo o intuito de a elevar ligeiramente, criando uma zona para retenção de água e garantindo o trânsito de viaturas, sobretudo de máquinas agrícolas, bem como uma zona dedicada a bicicletas e caminhadas. Contudo, a ideia da APA era outra. Uma vez que parte da estrutura havia ruído, e que esta havia sido construída sem autorização, não estando licenciada, a Agência Portuguesa do Ambiente queria que esta fosse removida por completo.

“Depois de muito diálogo e da tentativa de dar evidência de que esta estrutura tinha atualmente duas funções importantes – já chegou a ter três, tendo uma delas, a captação de água para consumo humano, sido perdida – sendo uma delas a captação de água para rega de alguns espaços da cidade, e a outra a circunstância de permitir a circulação de máquinas e equipamentos agrícolas, foi-nos autorizada uma requalificação apenas da parte que havia colapsado, não podendo ser feita nenhuma intervenção nas outras componentes da estrutura, obrigando-nos também a retirar as comportas. Foi-nos também exigido que colocássemos uma escada de peixes para permitir a subida do rio por parte dos mesmos. Isso foi feito. No entanto, devido às cheias de dezembro de 2019, e também como resultado de alguns dos trabalhos que estavam a decorrer, acabou por ruir o encosto da margem esquerda do rio. Em resultado desta situação, tivemos de fazer novo projeto, novo pedido, nova autorização e agora, depois de muita insistência, efetivamente permitiram-nos que fizéssemos então a requalificação do troço que faltava”, explicou Nuno Vaz.

Assim, após dois processos de licenciamento junto da APA – Agência Portuguesa do Ambiente, as obras de conclusão de requalificação desta estrutura, cujo investimento global ronda os 230 mil euros, vão ter início no próximo dia 29 de junho, e, segundo o autarca, a previsão é de que estejam concluídas até ao final do verão deste ano.

Maura Teixeira

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