A Escola Profissional de Chaves (EPC) foi o estabelecimento de ensino a marcar o arranque do novo ano letivo na cidade de Chaves, com a cerimónia de receção aos novos alunos a acontecer no início desta semana.

Os novos alunos de cada curso foram recebidos de forma desfasada, uma medida que teve em conta as novas regras de funcionamento e de segurança adotadas pela EPC, e divulgadas pela Direção-Geral da Saúde e pelo Ministério da Educação, com o objetivo de evitar o contágio da covid-19.

“É um ano atípico em termos de abertura, costuma ser uma cerimónia em que recebemos todos os novos alunos dos cursos, acompanhados pelos pais e encarregados de educação no auditório da escola. Este ano estamos a receber cada um dos cursos de forma desfasada, o que significa quatro momentos de receção”, referiu Jorge Paulo Santos, diretor da EPC.

Além do distanciamento social, a escola profissional atualizou o plano de contingência e recebeu a visita dos delegados de saúde local no sentido de certificar o cumprimento das regras dentro daquele estabelecimento escolar. Neste novo ano letivo ingressaram 90 novos alunos, em cinco cursos, distribuídos por quatro turmas das áreas de Eletrónica, Mecatrónica, Comunicação e Pastelaria/Cozinha e Restaurante/Bar.

A cerimónia de apresentação contou, ainda, com a presença do diretor pedagógico, António Sousa e Silva, responsável pela apresentação da escola, de alguns professores e diretores de curso e com a presença virtual do presidente da Câmara de Chaves, Nuno Vaz, que reforçou a sua disponibilidade para encontrar soluções em conjunto com todos os agentes para que este ano letivo corresse da melhor maneira possível e para que a escola continuasse a cumprir o “sonho” em encontrar novos caminhos para os seus estudantes.

As boas condições da escola, com espaços amplos, associado ao número de alunos, que ronda os 220, garante, na opinião de Jorge Paulo Santos, condições para o distanciamento dos alunos e assegura sala própria para cada uma das turmas, que terão aulas de manhã e de tarde.

Relativamente aos intervalos, o diretor da Escola Profissional de Chaves explicou que haverá três intervalos de dez minutos, sendo que um deles será realizado no exterior da sala de aula e de forma desfasada. Haverá também sítios específicos, tanto no interior como no exterior do estabelecimento de ensino, para cada turma.

A escola conta ainda com circuitos de circulação, com uma porta de entrada e outra de saída, a partir do portão da escola é obrigatório o uso da máscara e a desinfeção de mãos. Todos os alunos à chegada da escola são encaminhados para a sua sala de trabalho e as casas de banho também foram organizadas para receber “grupos de alunos”. A ideia é que os alunos de diferentes turmas se cruzem o menos possível, evitando assim novas cadeias de contágio.

Regras devem ser mantidas dentro da escola e fora dela

No bar os alimentos são pré-confecionados e embalados, prontos a serem recolhidos e consumidos pelos alunos, tanto no interior como no exterior do bar e até na sala de aula, sendo que Jorge Paulo Santos aconselha a que os seus alunos tragam os alimentos de casa para evitar as idas ao bar. Na hora do almoço, as refeições serão servidas em três turnos, para, mais uma vez, “garantir o desfasamento entre grupos”.

Jorge Paulo Santos lembra que as regras aplicadas na escola devem ser mantidas fora desta e que deve haver “uma concentração em termos comportamentais para que não seja em vão o cumprimento destas regras dentro da escola e fora facilitemos”.

Ao nível da disciplina de educação física, único momento em que os alunos podem tirar a máscara, mas o distanciamento aumenta para os dois metros, esta continuará a ser realizada no gimnodesportivo, com a deslocação de uma turma de alunos a ser feita através de um transporte próprio da escola.

Apesar dos novos desafios deste ano letivo, o diretor da EPC garante estar satisfeito com o novo recomeço, pois considera que “é uma nova experiência, uma nova comunidade, uma nova família, um novo conjunto de pais que confiaram a educação à escola profissional e isso honra-nos muito. Nós temos experiência, sabemos como se faz, pedimos aos pais que nos ajudem e confiamos que a nova comunidade de alunos que nos procura venha engrandecer a instituição”.

“Para os alunos do 2º e 3º ano, estamos expectantes também na vontade firme de frequentar a escola, de ver os colegas, os professores e de viver momentos felizes dentro da nossa casa e da nossa família”, concluiu o diretor da EPC.

Este ano os cursos com maior procura foram os de Eletrónica, Mecatrónica e Comunicação, contrariamente ao que acontecia em anos anteriores com Pastelaria/Cozinha e Restaurante/Bar a receberem o maior número de inscrições.

Cátia Portela

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