A reputada pianista Luísa Tender ofereceu pela primeira vez aos flavienses um recital, onde não faltaram as composições de Claude Debussy e do português António Fragoso. Num auditório composto,  a actuação da artista foi bem aplaudida pelo público

A pianista Luísa Tender deu um recital de piano em Chaves

Foi num ambiente intimista, à luz das velas, que a pianista portuense Luísa Tender deu o primeiro recital em Chaves, na passada noite de 27 de Janeiro, no auditório do Centro Cultural. Sentada em frente a um piano de cauda negro, tocou três peças, pedindo especial atenção para a segunda interpretação, inédita, de um compositor português pouco conhecido, António Fragoso. Para a artista que iniciou o estudo de piano aos quatro anos e que tem uma ligação familiar em Chaves, este génio musical, que faleceu de gripe pneumónica com apenas 21 anos, é uma descoberta recente e, a seu ver, “um dos melhores compositores portugueses” de sempre.

Num auditório composto,  a actuação de Luísa Tender foi bem aplaudida pelo público. Com dois CD já editados (“Bach and forward” e “Página Esquecida”), a artista tem-se apresentado a solo e em música de câmara em Portugal, Espanha, Reino Unido, Holanda, Itália, Chipre e Brasil. É dona de um currículo invejável: estudou no Conservatório de Música do Porto e, mais tarde, na escola Superior de Música desta cidade, cujo Curso de Piano concluiu com a classificação máxima e onde foi aluna de Pedro Burmester.

Entre 1997 e 2000 estudou com Vitaly Margulis, em Los Angeles; foi também aluna de Irina Zariskaya, no Royal College of Music, em Londres, onde obteve o grau de Master of Music em Performance Studies. Recebeu aulas de Artur Pizarro e, em 2004, obteve o Diplôme Supérieur d’Éxecution da École Normale de Musique de Paris. É actualmente professora na Escola Superior de Artes Aplicadas, em Castelo Branco, onde lecciona Piano e Música de Câmara.

Sandra Pereira

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