O Desportivo de Chaves arranca em casa a presença inédita numa segunda fase do nacional de juvenis, recebendo o Boavista este domingo, às 11:00.

Apesar de ser uma novidade para o clube transmontano, a equipa quer ter “uma palavra a dizer” e pretende começar já com um triunfo na receção aos axadrezados.

“Esta fase será pensada jogo a jogo e não pode ser de outra maneira, somos um grupo organizado há três meses e meio, fizemos um bom trabalho mas não temos algumas armas e requisitos que se querem nesta competição, há equipa que tem jogadores há quatro ou cinco anos nos nacionais”, lembrou Calina.

Apesar da competitividade esperada, o técnico dos flavienses explicou que o objetivo é continuar a “melhorar ainda mais a equipa, para preparar o futuro”.

Corrida à fase final

Com oito equipas, esta segunda fase é jogada a duas voltas, com 14 jornadas no total para apurar as equipas para a terceira fase.

A segunda fase de apuramento de campeão divide-se em duas zonas, norte e sul, com oito clubes cada, onde os dois primeiros de cada série, juntamente com o melhor terceiro das duas, serão apurados diretamente.

Haverá ainda uma vaga para apurar, que será decidida entre o segundo melhor terceiro, o melhor quarto classificado e o representante dos Açores e o representante da Madeira, num sistema de play-off todos contra todos a uma volta por pontos.

Na 3ª fase, os seis clubes apurados jogarão entre si a duas voltas para encontrar o campeão nacional.

5 perguntas a Calina, treinador do GD Chaves: “Estes jogadores têm de ser o sustento para as próximas épocas do clube”

A Voz de Chaves: Que segunda fase esperam?
Calina: É sempre diferente pois vamos encontrar as melhores equipas do nosso grupo e da serie B, e é um grupo que tem o candidato ao título, o FC Porto, e acredito que também seja o SC Braga.

Quais são os objetivos?
Queremos continuar a melhorar, fazer com que os jogadores cresçam e continuar a prepara-los para o processo seguinte, que é os sub-19. Há sempre aspetos para melhorar e se fizermos isso vamos valorizar os jogadores e o próprio clube. Da forma como trabalhamos e pela disponibilidade que têm os jogadores, contem connosco, pois vamos lutar em todos os jogos, não vamos fugir à nossa ideia de jogo, ao nosso processo, e não vamos mudar em função do adversário. Acredito piamente que temos uma palavra a dizer.

Depois de terem feito história, poderá haver um relaxamento?
É importante que sejamos exigentes connosco mesmo, não faz sentido passar a uma fase seguinte de uma competição e desligar simplesmente. Deu-nos tanto trabalho e é tão gratificante estar nesta fase, que se formos coerentes, tudo é possível. As duas séries são muito iguais, há claro equipas uns furos acima, mas nós vamos também procurar jogar com o fator casa.

O grupo está a sair valorizado desta temporada?
Os jogadores do Chaves são muito desejados, muito procurados, e nós também temos que saber gerir estas situações, face às ofertas que vão recebendo. Já os fizemos perceber que o clube tem vontade de lhes dar seguimento e esperamos que assim seja. Acredito que os miúdos já se convenceram que o clube tem todas as condições para que eles sigam o seu processo e o seu caminho. É um trabalho de casa que estamos a fazer. Temos de dizer sem problemas que estes jogadores têm de ser o sustento para a próxima época dos sub-17 (juvenis) e dos sub-19 (juniores), não há volta a dar, se queremos definir este trabalho por processos e objetivos.

O fator casa será fundamental para o objetivos da equipa?
Já foi na primeira fase e será novamente. Jogar em casa é fundamental, ao contrário dos últimos anos em que se jogava em casa emprestada. Tem sido bom ver muita gente a acompanhar a equipa, pois esta joga bem, discute todos os jogos seja contra que adversário for. Estamos preparados para fazer o mesmo nesta segunda fase. Vamos fazer do nosso espaço a nossa fortaleza e se conseguirmos ganhar sempre em casa e pontuar fora, podemos lutar por algo histórico, sem criar pressão nos atletas.

Diogo Caldas

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