Este ano foram lançadas cerca de 30 largadas e uma delas foi acompanhada pelo presidente da autarquia que está confiante no sucesso das iniciavas promovidas no concelho de combate à vespa das galhas do castanheiro.

O município de Montalegre procedeu à libertação do parasitoide específico utilizado no controlo da praga que afeta os castanheiros, num investimento superior a seis mil euros, valor suportado inteiramente pela autarquia.

A aposta foi iniciada há meia dúzia de anos em colaboração com a Associação Portuguesa da Castanha (REFCAST) e com a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN).

Orlando Alves, presidente da Câmara de Montalegre, lembrou que nos últimos anos o concelho tem sido afetado por duas pragas, a vespa das galhas do castanheiro e a vespa asiática, pragas que prejudicam duas atividades “importantíssimas para a sustentabilidade do território e dinamização económica concelhia”.

De acordo com o autarca, no entender dos especialistas o combate à vespa das galhas do castanheiro já está a ter resultados positivos, ao contrário da opinião dos produtores de castanha que dizem que os resultados ainda não são visíveis.

Desde Cabril, passando por Salto, até Morgade e Vilar de Perdizes, “todo o território está coberto, agora é só dar tempo de o mosquito fazer o seu trabalho e não tenho dúvidas de que vamos ter o mesmo sucesso que estamos a ter no combate à vespa asiática”, adiantou Orlando Alves. José Bento Dias, do Gabinete Técnico Florestal é o responsável pela coordenação das largadas do parasitoide biológico.

Principal inimigo do castanheiro

O Dryocosmus kuriphilus Yasumatsu é um inseto conhecido com o nome vulgar de vespa das galhas do castanheiro que ataca vegetais do género castanea, induzindo a formação de galhas nos gomos e folhas, provocando a redução do crescimento dos ramos e a frutificação, podendo diminuir drasticamente a produção e a qualidade da castanha e conduzir ao declínio dos castanheiros. O controlo desta praga tem única e somente um modo de luta autorizado, a luta biológica, que é realizada exclusivamente através da introdução de um inseto parasitoide específico, o torymus sisnensis.

A vespa das galhas do castanheiro é o mais perigoso inimigo do castanheiro até agora conhecido e continua em expansão no Norte e Centro do país. A introdução e fixação no território nacional do parasitoide torymus sinensis é a única possibilidade de controlo desta praga. A fixação deste parasitoide é difícil, sobretudo no primeiro ano. No entanto, se puder desenvolver-se em boas condições, poderá dispersar-se até quatro quilómetros do local das largadas, colonizando o território e controlando, a médio prazo, a vespa das galhas.

Tendo em conta o ciclo biológico do inseto, as ações de prospeção/monitorização devem realizar-se entre abril e julho, altura em que se podem observar visualmente os sintomas (galhas). Durante a restante época do ano, a praga desenvolve-se nos gomos foliares sem manifestar sintomas detetáveis por observação visual, pelo que qualquer inspeção visual se torna ineficaz.

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