O Governo proibiu a realização de festivais de música e “espetáculos de natureza análoga” até 30 de setembro. De fora ficam os eventos com lugar marcado e com autorização da Direção-Geral da Saúde.

O anúncio foi feito na semana passada pelo Governo, após reunião do Conselho de Ministros, devido à pandemia da covid-19.

O Governo prevê “a emissão de um vale de igual valor ao preço do bilhete de ingresso pago” no “caso de espetáculos cuja data de realização tenha lugar entre o período de 28 de fevereiro de 2020 e 30 de setembro de 2020, e que não sejam realizados” por causa do novo coronavírus.

O Governo decidiu, num primeiro momento, proibir todos os festivais, no entanto, na sexta-feira, dia 8, foi aberta uma exceção para os festivais e “espetáculos de natureza análoga”, seja em recintos cobertos ou ar livre, que ocorram “com lugar marcado e no respeito pela lotação especificamente definida pela Direção-Geral da Saúde em função das regras de distanciamento físico que sejam adequadas face à evolução da pandemia da doença de covid-19”.

Feira dos Santos é a “grande esperança” do município

As Festas da Cidade, o Festival N2 e a Festa dos Povos estão cancelados na cidade de Chaves, mas a Feira dos Santos, que se realiza no final de outubro início de novembro, é a grande “esperança” da autarquia.

“Se tudo correr bem, queremos ter uma Feira dos Santos como deve ser, que a pandemia já tenha passado, e que esteja tudo bem para os abraços e para a alegria. A nossa grande esperança é que nos Santos haja realmente uma grande festa, Deus queira que corra bem o desconfinamento e que não haja segundas ondas. Se não tivermos uns Santos bons vai ser um ano muito mau para nós, não só em termos económicos, mas também para andarmos um pouco mais felizes”, referiu Francisco Melo, vice-presidente da Câmara de Chaves.

Chaves vai ter música de rua durante os meses de verão

O dirigente disse ainda que para os meses de julho, agosto e a primeira quinzena de setembro, se a situação da pandemia da covid-19 se mantiver, está prevista a organização, às quintas, sextas e sábados, de “pequenos ensambles”, de sunsets, de música de rua ligeira, com pequenos grupos musicais de Chaves, com palcos dispersos pela cidade.

A ideia, explicou o autarca, é que não se junte muita gente, mas que “traga alguma alegria para as pessoas que cá estão”.

Os locais escolhidos para a realização dos serões culturais serão, muito provavelmente, a Praça General Silveira, junto à buvete das termas e na zona junto à ponte Romana.

“Se tudo correr bem iremos ter um julho e um agosto com música e com alegria na rua”, sublinhou o vice-presidente.

A ideia inicial é fazer “um ou dois concertos para ver como corre”, sem criar “grandes ajuntamentos”.

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