Boticas acolheu, entre os dias 11 e 13 de outubro, o Simpósio Internacional “Interações Culturais e Paisagens em Mudança na Europa”, uma organização do município de Boticas em parceria com a Universidade do Minho/Unidade de Arqueologia e a Sociedade Martins Sarmento.

Segundo a autarquia, no Simpósio, os vários especialistas presentes analisaram e discutiram a problemática dos processos de contacto entre culturas no período entre o século II a.C. e o século II d.C..

Durante os três dias reuniram-se em Boticas investigadores provenientes de diversos países da Europa, que apresentaram algumas conclusões das investigações que têm sido realizadas em diferentes áreas geográficas.

O presidente da Câmara de Boticas, Fernando Queiroga, que marcou presença na cerimónia de abertura do evento, sublinhou que “uma das grandes prioridades da autarquia tem sido dar a conhecer o Património Histórico, Cultural e Natural do concelho, procurando potenciar a sua atratividade e criar mais-valias que sejam geradoras de desenvolvimento e possam fomentar a economia local. É aqui que se enquadra o Parque Arqueológico do Vale do Terva, que além de garantir a conservação, descoberta e valorização de um importante património arqueológico, tem possibilitado a implementação de ações, desenvolvidas ao longo dos últimos anos, que permitiram projetar internacionalmente o nosso concelho e a nossa região”.

Fernando Queiroga aproveitou ainda a ocasião para reafirmar a “total disponibilidade e empenhamento do município de Boticas para dar continuidade a todo este trabalho, sempre com a mesma persistência e a mesma dedicação”, acreditando, disse, “que estamos a trabalhar no rumo certo para o futuro do concelho e de toda a região”.

Para além das intervenções realizadas durante os dois primeiros dias do Simpósio, houve ainda tempo para assinalar a abertura da exposição “Povoados Fortificados da Idade do Ferro de Boticas”, patente ao público nos Claustros dos Paços do Concelho (junto ao Tribunal), que apresenta um mapa de grandes dimensões, onde estão localizados os 21 castros existentes no concelho. Os visitantes podem pisar o mapa e pouco a pouco irem descobrindo a localização exata de cada castro, bem como informação sobre o mesmo, reproduzida numa espécie de marco milenar.

“É uma forma muito interessante de dar a conhecer o património existente no nosso concelho e de alertar para a existência de castros desconhecidos pela grande maioria da população”, lembra o presidente da câmara.

O dia de sábado ficou reservado para a realização de visitas ao património do concelho, com passagens pelo Centro de Interpretação do PAVT, Castro de Sapelos, Castro de Carvalhelhos e Castro de Lesenho, rematando com o almoço servido na Casa Quinta do Cruzeiro, em Covas do Barroso, e com a apresentação do Livro de Atas do Simpósio.

 

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