Devido à pandemia da Covid-19, a “Sexta 13 – Noite das Bruxas”, que se assinalou na semana passada, teve de ser celebrada de forma diferente.

O ano de 2020 contou com duas sextas-feiras 13: uma em março e outra no presente mês de novembro. A pandemia da Covid-19 levou a autarquia de Montalegre a cancelar ambas, não se realizando a habitual festa que atrai milhares de pessoas de todo o país e também da vizinha Espanha.

No entanto, a Câmara de Montalegre fez questão de não deixar passar esta data em branco, e a “Sexta 13 – Noite das Bruxas”, que se realizaria na semana passada, acabou por ser celebrada de forma diferente. Foram realizados diretos para a televisão através do Porto Canal e da RTP1, como forma de continuar a divulgar o concelho de Montalegre, e foi ainda feita uma queimada, durante a tarde deste dia, no Castelo de Montalegre, símbolo máximo do concelho, que contou com a presença do icónico Padre Fontes.

A não realização deste evento nos moldes habituais causa impactos negativos na economia do concelho barrosão, mas não só, como explicou Orlando Alves, presidente da Câmara de Montalegre, em declarações ao jornal A Voz de Chaves: “Para além do prejuízo económico, que é notoriamente grande, agrava este clima de depressão geral em que todos vivemos, não só aqui no território barrosão e no espaço do Alto Tâmega, como em todo o país. Portanto, são constrangimentos que têm a ver com a estabilidade emocional de todos nós. A vida não pode ser só trabalhar, comer e dormir. Temos necessidade do contacto social, do convívio, e da diversão e entretenimento. O escape. A Covid-19 impediu este ano a realização das duas Sextas 13, e só espero que em agosto de 2021 possamos celebrar com redobrada euforia a Sexta 13, sendo que nesse dia teremos também aqui a final de uma etapa da Volta a Portugal em bicicleta”.

Autarca deixa mensagem aos seus munícipes

Montalegre passou, esta segunda-feira, a fazer parte da lista dos 191 concelhos de maior risco de contágio da Covid-19, uma vez que nos últimos 14 dias registou mais de 240 infetados por 100 mil habitantes. Isto significa que regras mais apertadas foram implementadas a este concelho e, por isso, Orlando Alves deixou uma mensagem que refere que antes da esperança tem de vir a responsabilização: “Antes da esperança, a responsabilização. Muita superação deste clima depressivo e doentio que estamos a viver passa por nós. E se nós civicamente soubermos ser responsáveis e estar à altura daquilo que nos estão a pedir, e é tão pouco aquilo que nos pedem, nesse caso nós vamos superar e vamos conquistar a esperança. Pensemos um pouco mais naqueles que já quase não têm direito a ter esperança que são aqueles que viram os seus negócios completamente arruinados. E se durante estas duas semanas que temos pela frente soubermos estar à altura daquilo que se exige de nós, para além de nos protegermos estaremos a criar condições para que aqueles que já bateram no charco possam começar a pensar em recuperar a esperança”.

Maura Teixeira

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