O bispo de Vila Real pediu prudência e responsabilidade para o desconfinamento gradual.

O bispo de Vila Real manifestou o seu “reconhecimento pelo modo prudente e responsável como quase todos têm enfrentado esta adversidade” que “alterou completamente as nossas vidas pessoais, com implicações profundas na vida das famílias, instituições, empresas e também na vida pastoral das comunidades cristãs”. D. António Augusto Azevedo dirigiu, no domingo, dia 24, à comunidade religiosa uma mensagem onde elogiava a atitude dos portugueses numa altura em que “os pilares da sociedade” foram postos à prova com a pandemia da covid-19, com “grandes interrogações e desafios para o futuro”.

“Esta provação está a dar-nos a oportunidade de olhar para a vida de outra forma”, sublinhou o bispo.

No texto, D. António Augusto Azevedo relembra que no final do mês vai ser possível retomar a celebração das eucaristias. Porém, “estes passos de um desconfinamento gradual exigem de todos a mesma prudência e responsabilidade”, refere o responsável, apelando para que os fiéis “continuem a dar exemplo de maturidade cívica e de compromisso com o bem comum”.

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) publicou no dia 8 de maio as orientações para a celebração do culto público católico no contexto da pandemia da covid-19. Neste contexto, D. António Augusto Azevedo pediu “um espírito de compreensão por parte dos fiéis, e sobretudo uma grande colaboração entre padres e leigos” e sugeriu “a criação de equipas de acolhimento, para que, em colaboração com os párocos, preparem devidamente as celebrações”.

No caso dos mais idosos, fragilizados ou pertencentes a algum grupo de risco, o bispo recomenda o acompanhamento das eucaristias através dos vários meios de comunicação ou da internet, cumprindo assim o preceito dominical.  

A utilização da máscara nas igrejas e a higienização das mãos são obrigatórias, assim como o distanciamento social. Neste ponto, o responsável pela diocese de Vila Real lembra que o distanciamento vai implicar uma redução da capacidade de cada igreja, sendo que cada paróquia será responsável por “definir os lugares disponíveis e as modalidades possíveis para prevenir ou remediar a afluência de fiéis”.

“Uma delas poderá ser a alteração dos horários e locais das missas”, refere.

As celebrações ao ar livre também poderão ser uma opção em tempos de pandemia. Os sacramentos do batismo e o matrimónio devem ser adiados. “Não sendo possível, devem ser celebrados no respeito pelas orientações da CEP. Da mesma forma, no sacramento da Reconciliação devem ser respeitadas as regras definidas, para defesa do penitente e do confessor, nomeadamente o uso de máscara”, acrescenta o bispo. E continuam adiadas para o próximo ano pastoral as celebrações do sacramento da confirmação e as visitas pastorais. São também desaconselhados os ofícios dos defuntos na forma pública, podendo ser rezados particularmente e as atividades eclesiais que impliquem maior aglomeração de pessoas, como a catequese, reuniões, e outros encontros devem ser feitas por meios telemáticos, até ao final do ano pastoral. Quanto às peregrinações, procissões, festas, romarias, concentrações religiosas, estas continuam suspensas até novas orientações.

“Este conjunto de recomendações visa proteger a saúde de todos os que frequentam as nossas igrejas e participam na vida das comunidades. Agora, mais do que nunca, precisamos de cuidar uns dos outros, sobretudo daqueles nossos irmãos mais afetados por esta crise pandémica e pelas suas consequências”, concluiu D. António Augusto Azevedo.

loading...
Share.

Deixe Comentário