Maria do Céu Albuquerque, ministra da Agricultura, passou por Chaves e Montalegre, no passado dia 24 de janeiro.

Durante a manhã, a responsável pela pasta da agricultura visitou uma exploração agrícola em Curalha, concelho de Chaves, que em dezembro último foi afetada pelas depressões Elsa e Fabien.
Vera Pinto apresentou danos provocados pelo vento, que inutilizou oito estufas num total de 11, provocando prejuízos de 30 mil euros, enquanto Nuno Dias mostrou danos estruturais no valor de cerca de 43 mil euros.
A ministra aproveitou a oportunidade para anunciar a abertura de dois avisos, no valor total de 11 milhões de euros, para apoiar os agricultores afetados pelo mau tempo de dezembro nas regiões Norte e Centro do país.
Um dos avisos tem o valor de dois milhões de euros e visa apoiar os agricultores pelos prejuízos causados pelas cheias, nomeadamente no vale do Mondego.
“E, depois, um segundo aviso, para as regiões Centro e Norte, para as freguesias que foram atingidas pelas depressões do mês de dezembro. São nove milhões de euros que ficam disponíveis para projetos, como este que acabámos de visitar, onde estas estufas foram destruídas”, acrescentou a ministra em declarações à comunicação social.
Maria do Céu Albuquerque explicou que o agricultor terá de se candidatar e verificar as condições de elegibilidade dos seus prejuízos.

Governante visitou a “Rainha do Fumeiro”

Durante a tarde, a ministra da Agricultura marcou presença na 29ª edição da Feira do Fumeiro de Montalegre, não tendo poupado elogios ao certame e aos produtos: “Estou encantada com tudo o que aqui me foi apresentado. É a valorização da agricultura, dos produtos endógenos e do trabalho de toda uma comunidade de dinamização do interior do país. Levamos algum trabalho de casa com projetos que nos foram apresentados e que vão muito ao encontro do que nós queremos desenvolver em todo o país no domínio da agricultura. Queremos em conjunto com a comunidade intermunicipal, com os presidentes de Câmara, com a Direção Regional de Agricultura e Pescas e com os agricultores, dar continuidade a este trabalho de excelência de valorização dos produtos endógenos e das atividades tradicionais. Queremos ter por objetivo corresponder a uma estratégia de desenvolvimento local, mas, também, que estes produtos que já hoje contribuem para uma fatia significativa das exportações possam ainda contribuir mais para isso mesmo fixando pessoas e ocupando o território”.

A responsável pelo pelouro da agricultura deixou ainda uma mensagem aos agricultores: “insistam e persistam porque a agricultura é o que mantém a vitalidade do nosso país. Mas temos que fazer diferente. Fazer melhor e inovar. Juntos temos de encontrar a melhor forma de o fazer”.
loading...
Share.

Deixe Comentário