Cinco meses depois da realização da primeira edição, o “Mercado da Madalena – Saberes e Sabores Artesanais” continua de “pedra e cal” a realizar-se no segundo e quarto sábados de cada mês.

 

Cebolas, alfaces, batatas, pão, vinho, licores, compotas e artesanato são alguns dos muitos produtos que podem ser encontrados duas vezes por mês no Largo de São Roque, na freguesia da Madalena, numa iniciativa que pretende apoiar os produtores na venda dos seus produtos, sendo também mais um contributo para o progresso da economia da região.
“Há muito tempo que tínhamos a ideia de fazer um mercado, já mesmo antes de assumirmos as rédeas do executivo da freguesia, porque é uma forma de conseguirmos implementar aqui uma dinâmica diferente. Também porque achamos que o mercado das quartas-feiras, o semanal que existe na nossa cidade, não é suficiente para abranger todo o público, até porque muitos flavienses trabalham nesse dia, e assim é mais uma hipótese que as pessoas têm para comprar e que os produtores regionais têm para escoar o produto”, destacou João Pinto, presidente da Junta de Freguesia da Madalena e Samaiões.
O responsável sublinhou ainda que este mercado não foi criado com o intuito de fazer concorrência à “Feira das Varandas”, que se realiza junto ao Tribunal no primeiro e terceiro sábados de cada mês: “Nunca foi nossa intenção copiar, mas sim acrescentar. Nós achamos que temos aqui um espaço fantástico. O Largo de São Roque tem uma envolvência boa, temos aqui o rio Tâmega, a Capela de São Roque, temos este largo arborizado, com relvado, as pessoas podem estar protegidas do sol, e os mercadores sentem-se bem aqui porque é um local tradicional”.
Um dos maiores desígnios do atual executivo desta Junta de Freguesia é atrair mais pessoas até àquela margem do rio Tâmega, e esta iniciativa tem ajudado a cumprir esse objetivo, verificando-se uma boa adesão ao mercado.
“Fico feliz que as pessoas venham visitar a Madalena. Durante muitos anos esta freguesia foi esquecida e merece muita atividade, merece ter mais vida. É um sítio bonito, muito emblemático, onde temos o Jardim Público, a Ponte Romana mesmo aqui junto ao mercado. E gostava que as pessoas acabassem com o ceticismo de passarem a Ponte Romana porque esta zona também é centro da cidade”, concluiu.

Maura Teixeira

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