A inauguração da 10.ª edição da exposição Bienal Internacional de Gravura do Douro em Chaves, prevista para hoje, foi cancelada devido aos estragos sofridos no pavilhão Expoflávia causados pelo mau tempo de terça-feira, revelou o presidente da câmara.

“Não há condições de segurança e, não estando estas garantidas, não temos condições para prosseguir com a inauguração e a abertura ao público. Não podemos correr riscos nenhuns para com a integridade e a vida das pessoas”, destacou o autarca de Chaves, Nuno Vaz.

O mau tempo que se fez sentir em Chaves na terça-feira à noite, com trovoada, chuva intensa e queda de granizo, causou danos no pavilhão Expoflávia, causando a queda de várias placas da estrutura do teto.

A intempérie causou danos na agricultura, inundações em estradas, em edifícios públicos e privados, disse hoje o presidente da Câmara de Chaves.

A exposição, que estava aberta ao público desde dia 10 de agosto no pavilhão Expoflávia, ia ser inaugurada às 21:30 de hoje, mas foi suspensa “por razões de segurança” e a reabertura será “agendada oportunamente”.

“Estamos a fazer a avaliação do que são os danos e as consequências dos mesmos. Os serviços técnicos municipais competentes estiveram aqui logo de manhã a realizar essa avaliação”, frisou Nuno Vaz.

O autarca garantiu que, seja no local previsto ou num local alternativo, a exposição irá ser inaugurada e aberta ao público.

“O mais importante é a segurança de pessoas e bens. A exposição far-se-á neste ou em outro espaço e apenas com o incómodo de não ser na data prevista”, atirou.

A Bienal Internacional de Gravura do Douro celebra este ano a 10.ª edição, com uma homenagem ao artista plástico Silvestre Pestana, e espalha-se por 1.300 obras em 10 localidades do Norte de Portugal, anunciou a organização.

Na edição de 2020, o evento arrancou no dia 10 com uma exposição de homenagem a Silvestre Pestana, poeta, artista plástico e performer, no Museu do Côa, em Vila Nova de Foz Côa, no ano em que esta unidade museológica também comemora 10 anos.

Silvestre Pestana nasceu em 1949 no Funchal, Madeira, e criou desde os finais da década de 60 do século passado uma obra singular através de uma grande diversidade de disciplinas.

A bienal prolonga-se depois até 31 de outubro com a realização de 16 exposições, conferências e oficinas, contando com a participação de 625 artistas, oriundos de 64 países, e com a exposição de 1.300 obras em 10 localidades do Norte de Portugal.

O evento vai espalhar-se ainda por Alijó, Bragança, Chaves, Favaios (Alijó), São Martinho de Anta (Sabrosa), Vila Nova de Gaia e Vila Real.

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