Em declarações prestadas na passada segunda-feira, dia 11, ao jornal A Voz de Chaves, e já com a nova época termal iniciada, Nuno Vaz, presidente da Câmara Municipal de Chaves, defendeu que é necessário dar maior reconhecimento às águas termais flavienses.

As águas termais de Chaves brotam a 76ºC, o que faz delas as águas bicarbonatadas sódicas mais quentes da Europa. Estas águas são muito procuradas pelas suas propriedades curativas, nomeadamente no que diz respeito a doenças musculosqueléticas, reumáticas, respiratórias, do sistema digestivo, bem como pelo seu aspeto ligado ao bem-estar, com programas destinados a relaxamento, anti-stress, antitabágicos e também de combate à obesidade.

A nova época termal iniciou no passado sábado, dia 9 de fevereiro, após uma paragem de cerca de dois meses. “É essencial que se faça uma paragem técnica por questões de limpeza, e para garantir também um conjunto de questões que têm de ser resolvidas para que o início da época termal seja feito dentro de toda a normalidade”, explicou Nuno Vaz.

Muitos flavienses desconhecem as Termas

No “Dia Aberto”, iniciativa realizada no passado dia 8, várias pessoas tiveram a oportunidade de visitar o balneário e experimentar alguns serviços, e uma das reações mais comuns era que o balneário por fora não deixa perceber o que tem dentro, em termos de material e dimensão, ficando positivamente surpreendidas.

A maioria das pessoas que participou nesta iniciativa era de Chaves e nunca tinha entrado no edifício, sendo uma pequena amostra da realidade que se vive na região: uma percentagem muito acentuada da população flaviense nunca entrou nas Termas de Chaves, nem experimentou nenhum dos seus serviços. “Queremos que os flavienses, os cidadãos do Alto Tâmega, os cidadãos da Eurocidade tenham para si que este é o seu balneário. É o balneário de todos. Com a realização desta iniciativa, quisemos que eles pudessem conhecer o seu balneário, experimentar e experienciar alguns dos tratamentos, conhecer os espaços e todos os tratamentos disponíveis, porque conhecendo-os certamente que as pessoas o irão valorizar mais”.

Termas: um tratamento natural

Nuno Vaz, nas suas declarações, fez ainda questão de destacar o facto de as Termas de Chaves serem um “medicamento natural, não têm contraindicações. Naturalmente que são indicadas para um conjunto de patologias, mas, ao mesmo tempo, para quem quiser experimentar novas soluções no que diz respeito a esta nova lógica do bem-estar. Os flavienses podem ir lá um fim de semana beneficiar de um tratamento numa lógica de relaxamento”.

Defendendo, sempre, firmemente que os jovens são o futuro, o autarca diz ser importante que os jovens que frequentam as escolas do concelho de Chaves conheçam o balneário através da realização de visitas de estudo: “Poderão fazer uma visita guiada às Termas de Chaves, ao Balneário Pedagógico de Vidago, para conhecerem não só a singularidade das águas, mas sobretudo a riqueza histórica, cultural, e em termos de saúde que as nossas Termas têm, e a melhor forma de o fazer é mesmo captando a atenção dos nossos jovens, porque eles serão certamente os nossos melhores embaixadores”.

Regresso das comparticipações poderá inverter queda de número de aquistas

Ao longo dos últimos anos, as Termas de Chaves têm vindo a sofrer uma perda de aquistas que procuram o balneário na dimensão curativa, acompanhando a tendência nacional. Contudo, a notícia de que os tratamentos termais voltarão a ser comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) ainda este ano cria expetativas para que esta tendência se inverta.

Para ajudar a isto, de acordo com o presidente do município flaviense, as Termas de Chaves irão desenvolver, ao longo de todo o ano, uma estratégia de “comunicação e de sensibilização de dentro para fora. A avaliação que fazemos hoje é que efetivamente precisamos de fazer um trabalho mais intenso, mais capaz, no sentido de demonstrar à nossa população, aos nossos idosos, aos nossos jovens, à nossa comunidade educativa que possuímos uma verdadeira riqueza e que pode ser importante integrá-la na nossa vida pois pode ajudar-nos a ter uma vida mais saudável, e pode, em alguns casos, ajudar também a debelar alguns problemas de saúde”.
O presidente da autarquia revelou ainda que o balneário termal de Chaves e o Balneário Pedagógico de Vidago têm, agora, o mesmo diretor clínico, o Dr. Pedro Cantista.

Maura Teixeira

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