Foi inaugurada, no passado dia 7 de maio, a exposição Helena Almeida – Habitar a Obra, Coleção de Serralves, no Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso (MACNA). O convite foi aberto a toda a população.

Helena Almeida, que faleceu a 25 de setembro de 2018, afirmava que “a minha obra é o meu corpo, o meu corpo é a minha obra”, assinalando, desta forma, o marcado interesse pelo corpo que demonstrou nas obras que foi produzindo a partir da década de 60.

Uma das suas principais obras, e que integra esta exposição, intitula-se “1994-95” e é uma sequência fotográfica de 20 elementos nos quais a artista foi fotografada em várias distâncias e “onde a escala e o número de elementos que a constituem, associados à dimensão espacial que sobressai do percurso/performance da artista pelo espaço fotografado, revelam abordagem inovadora à relação do corpo com o espaço”, segundo é explicado num catálogo da exposição, disponível no MACNA.

“É, de facto, uma das artistas mais marcantes da nossa história da arte contemporânea. Foi um momento no qual vários artistas transgrediram, por assim dizer, os limites e refletiram sobre esse limite da obra de arte, do papel ou da tela em si. A Helena Almeida fez isso de uma forma bastante original e, de certa forma, irreverente. O modo como ela refletiu sobre o que seria pintar e representar para si mesma”, sublinhou Marta Moreira de Almeida, curadora da exposição.

Nuno Vaz, presidente da Câmara Municipal de Chaves, e outros membros do executivo municipal marcaram presença na inauguração. O autarca flaviense falou sobre a relação existente entre a Fundação de Serralves e o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, que recebe agora a terceira mostra pertencente à Coleção de Serralves, referindo que um dos grandes objetivos é “aprofundar ainda mais essa cooperação. Gostaríamos que essa relação fosse mais profícua, não só no que diz respeito à possibilidade de permitir o acesso à arte por parte dos vários públicos, mas também que nos possa permitir crescer, crescer institucionalmente, crescer em termos de densidade e de conhecimento técnico e com isto fazer um trabalho mais relevante”.
A mostra estará patente ao público até ao dia 20 de outubro.

Maura Teixeira

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