Maria Isabel Viçoso e Alípio Martins Afonso apresentaram na quinta-feira à tarde, dia 13, a última edição da Revista Cultural Aquae Flaviae. O número 56 retrata temas que vão desde os jograis e os trovadores da região, passando pelo pároco Liberal Sampaio que viveu no Solar dos Montalvões em Outeiro Seco até à homenagem ao Desportivo de Chaves.

A Biblioteca de Chaves foi o local escolhido para acolher o lançamento da mais recente obra do Grupo Cultural Aquae Flaviae que contou com a presença de várias dezenas de sócios e amigos do grupo.

O último número da revista aborda diversas temáticas que incluem a vivência dos jograis e dos trovadores na região, a investigação histórica de diversos solares e edifícios brasonados como é o caso das Casas de Rebordondo, Samaiões e Outeiro Seco e a contextualização da vida da população flaviense no início do século XX baseada na conferência realizada na Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro pelo general Pinto Ribeiro em 1948.

O livro conta ainda com “as medalhas do Desportivo de Chaves”, um clube que, na opinião da presidente do Grupo Cultural Aquae Flaviae, “se tem portado tão bem na galeria dos clubes importantes”. Na área da arqueologia são desvendados alguns achados do município e várias descobertas no que respeita à passagem dos romanos pela região.

“Temos uma panóplia de temas, onde cada um [leitor]pode debruçar-se, degustar, apreciar e ter ideias novas acerca do nosso mundo, o mundo de Chaves, o mundo da região e do Barroso, que é tão importante”, sublinhou Maria Isabel Viçoso.

Neste trabalho o público poderá assim encontrar artigos do historiador José Dias Baptista, do professor Alípio Martins Afonso, de Amiel Bragança, do engenheiro Moutinho, e tantos outros entusiastas da história desta região.

Alípio Martins Afonso além de contribuir através da sua escrita para a preservação e continuidade da revista, foi também um dos fundadores do grupo.

Nesta edição, o professor de História escreveu “cerca de 80 páginas” sobre a vida de Liberal Sampaio, pároco em Outeiro Seco, e a sua ligação ao Solar dos Montalvões.

Divulgar o passado de Aquae Flaviae, nas vertentes arquitetónicas e culturais, e escrever sobre o presente para as gerações futuras é o objetivo do grupo que iniciou o seu percurso em 1986.

“Enquanto houver um grupo tão coeso como o nosso, cujo grupo de trabalho é extremamente profissionalizado, dedicado e sem esperar nada em troca, iremos para a frente”, disse a presidente do Grupo Cultural Aquae Flaviae.

A apresentação da revista serviu igualmente para Maria Isabel Viçoso entregar ao presidente da Câmara de Chaves o original da Revista Viriatis – Arte Arqueologia Museologia, Boletim do Museu de Grão Vasco, uma obra oferecida pelo associado Carlos Carvalho Dias com o objetivo de poder vir a engrandecer o acervo bibliográfico municipal.

O autarca flaviense, na sua intervenção, elogiou o trabalho desenvolvido pela equipa da Revista Cultural Aquae Flaviae que, através da divulgação do seu conhecimento, vai enriquecendo não só a região mas também a zona da Galiza, em Espanha.

Estes textos “ajudam-nos a construir melhor o que somos mas sobretudo permitirão, no futuro, que outros reconheçam aquilo que somos e aquilo que fomos”, referiu Nuno Vaz.
Pela instituição cultural já passaram 750 associados e todos os meses há novas adesões ao grupo e vários interessados em participar na revista, não só da região como do país e de outras partes do mundo.

Cátia Portela

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