Num campeonato de trás para a frente, juniores barrosões garantiram segundo título consecutivo, mas já estão focados na Taça Nacional, onde querem passar primeira fase e lutar pela subida ao campeonato nacional.

Em terceiro na fase regular, o Montalegre/Abelhas Azuis passou o Boticas nas meias-finais e teve pela frente os Amigos de Cerva, na final, pelo segundo ano consecutivo. Apesar da derrota em casa (1-2), em Cerva os barrosões viraram a final e venceram por 2-5 e 1-2 para garantirem o bi-campeonato.
Esta é uma equipa ambiciosa, e apesar da satisfação pelo feito histórico, em Montalegre já se pensa na Taça Nacional. Habituado a ganhar pelo Montalegre, Dinis que está no clube desde os oito anos, ficou satisfeito pela conquista numa época que não começou tão bem. “Foi muito importante, ao início trabalhamos muito e as coisas no estavam a correr como queríamos. Foi um título difícil”, vincou, explicando que na final, após a primeira vitória em Cerva, a equipa ficou “com o moral em alta e na semana seguinte trabalhamos arduamente para sermos campeões”. Satisfeito por estar no clube da sua terra e “representar o povo barrosão”, Dinis realça ainda que “o clube não deixa faltar nada e dá um grande apoio”.
Há seis anos no clube e com títulos em vários escalões, João Guedes destaca a “humildade e capacidade de trabalho” da equipa para chegar aos títulos. “Trabalhamos muito e somos humildes, ajudamo-nos sempre uns aos outros. Queremos agora lutar pela subida ao campeonato nacional na próxima época”, sublinhou. Para João Guedes, que a par com grande parte da equipa já participa na equipa sénior, esse ganhar de ritmo na equipa principal “ajuda a ser mais competitivos no escalão de juniores”. “Esta época na competição que já disputamos fomos campeões e estamos contentes por isso. Ainda temos mais duas provas e vamos continuar a trabalhar”, assegurou o barrosão.
Simão Ribeiro é um dos reforços de Chaves que está a atuar em Montalegre esta temporada, decisão essa que não está arrependido: “sem dúvida que foi uma ótima decisão, estou muito feliz pelo que alcançámos e pela equipa, pela união, pelo clube, pelo treinador e pelos adeptos que foram um grande apoio neste último jogo”. Depois de já ter conquistado um título na Escolinha Arnaldo Pereira, em Chaves, Simão Ribeiro voltou a festejar e a sentir uma “felicidade enorme”. “É um orgulho inexplicável, estou muito orgulhoso da vitória conquistada, e da dedicação que tivemos não só ao longo do jogo mas sim ao longo destes seis meses de trabalho que foram sem dúvida bem reconhecidos na vitória”, vincou.
Para o flaviense, a união do grupo faz toda a diferença: “somos um grupo muito unido, amigos acima de tudo e nunca baixamos a cabeça para os nossos objetivos, sabíamos o que queríamos e lutamos até ao fim pela vitória sem desanimar, o treinador sempre nos deu apoio e motivou”.

“É um título inteiramente justo”

A Voz de Chaves: Bi-campeonato conquistado, como correu esta prova?
Álvaro Santos: Correu dentro daquilo que tínhamos perspectivado, tínhamos o objetivo claro de sermos campeões, isso foi conseguido, não foi fácil, pois o campeonato foi bastante competitivo, mas era aquilo que esperávamos. Apesar do equilíbrio que houve na maior parte dos jogos, conseguimos vencer, o que é importante. É um título inteiramente justo.

 

O nível foi mais elevado esta época?
A equipa já no ano passado era a mesma, embora a maior parte deles fossem juvenis. O Cerva também tinha uma excelente equipa, dificultou-nos ao máximo o título, tivemos que ir para o terceiro jogo, coisa que não aconteceu no ano passado, e depois de ter perdido o primeiro jogo da final em casa. Só é bom para o distrito que o campeonato seja equilibrado.
A equipa é uma mistura de jogadores de Montalegre e Chaves…
Sim, tivemos o cuidado de procurar colmatar algumas lacunas que tínhamos da época anterior. Tivemos saídas também. Do conhecimento que tínhamos dos jogadores de Chaves procurámos reforçar e foram excelentes reforços, integraram-se muito bem e todos eles foram importantes.
Esta geração tem já experiência, que expetativas para a Taça Nacional?
Estamos mais experientes, no ano passado fomos campeões e participamos na taça nacional, a maioria mantêm-se e tem o acumular de experiência. Queríamos ser campeões distritais e vencer a taça, que ainda vamos disputar. Queremos chegar à segunda fase da taça nacional e depois fazer as contas para depois procurar ficar em primeiro lugar e alcançar a subida ao campeonato nacional.
É um objetivo ambicioso…
Sim, julgo que a equipa cresceu muito face à época anterior. Na época passada implantámos um modelo de jogo, ele foi desenvolvido e este ano alterámos o processo ofensivo, com coisas novas, e os jogadores assimilaram bem mas no início houve uma fase de adaptação. Neste momento somos mais equipa, mais evoluídos e crescidos e estamos em condições de poder disputar essa vaga para a 1ª divisão.
Está garantido o futuro com estes jovens na equipa sénior?
Eles já jogam nos seniores e isso é uma grande ajuda para o crescimento deles. Vivemos no interior e não é fácil captar juniores, pois alguns vão estudar para fora, outros vão trabalhar para fora ou vão atrás dos pais e não é fácil. Temos neste grupo dois jogadores que para o ano são seniores e queremos contar com eles, para aos poucos fazer a equipa sénior com jogadores da formação.

Diogo Caldas

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