Novo treinador, Tony da Silva, e plantel renovado para nova temporada na 2ª Divisão. Barrosão quer implementar espírito transmontano e lutar pela vitória em todos os jogos.

A equipa de juniores do Desportivo de Chaves entra em ação a 17 de agosto na receção ao Freamunde para mais uma época no segundo escalão. O objetivo é “ganhar o máximo de jogos possíveis, queremos formar jogadores e homens a vencer”, realça o novo técnico Tony da Silva.

O antigo treinador do Vilar de Perdizes, de 38 anos, e antigo jogador do GD Chaves e clubes como V. Guimarães, Paços de Ferreira ou Cluj, da Roménia, espera impor as suas ideias na equipa.

“A pré-época tem sido um pouco atribulada, pois trabalhamos em conjunto com o mister Guerra onde treinam diariamente 10, 11 jogadores dos juniores na equipa satélite e os da equipa satélite na equipa principal, o que é uma condicionante boa para os jogadores, mas má para os treinadores, pois a implementação de ideias e estratégias é complicado”, explicou.

Duas equipas apuram-se para a segunda fase

Numa série com dez equipas, na primeira fase as duas equipas melhores classificadas de cada série ficam apuradas para a fase de subida. A segunda fase terá duas séries com seis equipas cada, e os três primeiros classificados sobem de divisão.

As restantes equipas mantêm-se nas séries e mantêm ainda os pontos conquistados na primeira fase, sendo que descem os três últimos classificados.

Capitão vê equipa mais forte

Na segunda época em Chaves, Luís Veloso, natural de Mondim de Basto, é o capitão dos juniores e quer também fazer uma boa temporada e ajudar o Chaves a chegar longe.

“Já nos conhecemos muito bem, entrou menos gente no plantel e foi mais fácil integrar os mais novos”, explicou o lateral direito. Para o jogador de 18 anos, o novo técnico tem-se integrado bem pois “percebe o lado dos jogadores, já passou por onde estamos agora e torna-se mais fácil”, confessando que o plantel pesquisou o percurso de Tony da Silva, que envolve a participação na Liga dos Campeões. Com mais portugueses e concretamente transmontanos na equipa, Luís Veloso vê condições para entrar em campo para vencer todos os jogos e lutar pela subida.

Do Alentejo para Trás-os-Montes

Os juniores contam com dois alentejanos na equipa, Diogo e Luís Pereira, gémeos, naturais de Elvas, e que representam agora o Desportivo de Chaves com o objetivo de evoluírem no futebol.

“Estivemos em vários clubes mas achamos que o Chaves nos recebeu melhor e decidimos ficar, para sair da zona de conforto e tentar crescer”, contou Diogo Pereira.

O médio, de 16 anos, e que já jogou nos nacionais e foi chamado à seleção de sub-15, explica que está a ser bem recebido, tem feito amizades e tem tido “uma boa surpresa”.

“Quero dar o meu melhor, entrar em todos os jogos para vencer e dar o meu melhor, treino após treino e jogo após jogo”, vincou.

5 perguntas a Tony da Silva, treinador dos juniores do GD Chaves: “O Chaves tem de ter a ambição de estar na melhor divisão possível”

A Voz de Chaves: Qual foi a preocupação na formação do plantel?
Tony da Silva: O objetivo principal era ter o máximo de jogadores transmontanos. O Chaves está com uma política muito boa, onde quer apostar cada vez mais no jogador transmontano, pois ser jogador do Chaves é sinónimo de qualidade mas também de grande responsabilidade. Foram esses os critérios, claro que vieram jogadores de fora, acrescentar muita competitividade entre eles. Quando contratamos jogadores para os sub-19 o objetivo era que facilmente integrassem a equipa satélite e é o que tem acontecido. Estamos a delinear tudo em conjunto.

O objetivo é a subida?
Queremos ganhar o máximo número de jogos possíveis, vencer jogo a jogo, e subir de divisão, pois faz todo o sentido estarmos a formar os jogadores a ganhar e se eles puderem competir num nível superior só os irá fazer crescer e o Chaves tem de ter a ambição de estar na melhor divisão possível.

Que campeonato se espera?
É um campeonato muito competitivo, com equipas fortes, como o Freamunde ou Varzim, equipas fortíssimas. Vamos ter um inicio forte, com a receção ao Freamunde, ida ao Amarante e receção ao Varzim, mas vontade e intensidade não nos irá faltar. Espero poder recuperar os atletas o mais breve possível para delinear alguma estratégia para jogo.

É um regresso a Chaves…
Neste momento é um sonho de menino com uma responsabilidade de homem. É o clube do meu coração, nunca o escondi, dá-me grande responsabilidade e dedico-me muito, de manhã à noite a pensar no Desportivo de Chaves, e estou focado nisso. A exigência é grande e não me mete medo, pois já fui assobiado enquanto jogador em estádios com 80 mil pessoas e para mim é normal. Gosto da adrenalina, de poder transmitir a minha sabedoria aos mais jovens e eles olham-me de forma especial por ter sido jogador cá, por ter jogador mais tarde na Liga dos Campeões e isso é bom. Quando se vai trabalhar é necessário faze-lo com um sorriso na cara e tenho tido essa felicidade, não escondo que é uma das prioridades o amor da minha vida, que tenho dois, o meu filho e o futebol. Não fui treinar para a Liga como adjunto para estar próximo do meu filho, por querer acompanha-lo e o meu filho passa à frente de tudo. Estar na região que gosto, estar perto da família e com quem gosto é muito bom.

Tem sido fácil trabalhar na formação pela primeira vez?
Fui jogador da bola e sei muito bem o que é, o estado de espírito deles, e sou também muito exigente e disciplinador. Para atingir o sucesso há que ter disciplina e estamos aqui para ajudar na vertente humana de formar homens. A sociedade mudou muito e cabe a nós, treinador, formar além de jogadores, homens. É fácil trabalhar com eles pois todos têm o sonho de ser jogadores, todos estão focados e querem lá chegar. A faixa etária é muito próxima dos seniores e não me faz diferença.

 

 

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