O técnico do Desportivo de Chaves, José Mota, atinge hoje, sexta-feira, o jogo 400 como treinador principal na I Liga portuguesa de futebol na receção ao Belenenses com a ambição de continuar a “evoluir” e ser “cada dia melhor”.

“É uma marca importante, mas temos de saber viver os nossos momentos e atualmente a minha ambição é conseguir que o Desportivo de Chaves fique na I Liga, continuar a evoluir e ser cada dia melhor na relação com os atletas e clube”, adiantou o treinador de 55 anos.

A carreira de José Mota no escalão máximo do futebol português começou no Paços de Ferreira no ano de 2000, tendo já representado mais seis clubes, nomeadamente Leixões, Vitória de Setúbal, Gil Vicente, Feirense, Desportivo das Aves e Desportivo de Chaves, o seu clube atual.

“É cada vez mais difícil atingir estas marcas, que na carreira de qualquer treinador são importantes”, reconhece, explicando que enquanto tiver “saúde, convições e ambição” irá permanecer no futebol de “corpo e alma”.

Prestes a atingir os 400 jogos na I Liga, uma meta que ambicionava, José Mota entende ser, aos 55 anos, ainda “relativamente novo” e, usando expressões populares, garante estar “aí para as curvas” e para “o que der e vier”.

“Orgulho-me muito destes 400 jogos, pois é um marco muito importante na minha carreira. Entro para um leque de treinadores que conseguiram atingir esta marca e é um momento de grande satisfação, por tudo o que tenho feito no futebol português, por todos os clubes por onde passei deixei a minha marca e isso para mim é o mais importante”, vincou.

No ativo na I Liga, José Mota é o treinador com mais jogos, igualando nomes como Manuel Machado, Jaime Pacheco ou Carlos Brito, também com 400 ou mais jogos realizados e continuando a perseguir nomes como José Maria Pedroto, Manuel José, Mário Wilson, Vítor Manuel, Jorge Jesus ou Manuel Cajuda, que têm mais de 500, ou Manuel Oliveira e Fernando Vaz, com mais de 600 jogos.

Um dos técnicos com mais jogos no campeonato português, Manuel José, com 560, foi também quem ajudou José Mota a crescer com “alguns bons conselhos”, que também deixa aos jovens treinadores em início de carreira.

“Foi há 400 jogos mas lembro-me perfeitamente. Perguntou-me se queria ser treinador de carreira ou treinador por dois ou três anos, e percebi a mensagem. Ser treinador de carreira é extremamente difícil e sempre soube respeitar os clubes por onde passei e estar com as minhas ideias, pois não gosto de fazer o que os outros entendem”, contou.

Sem ainda ter representado um dos três clubes considerados ‘grandes’ do futebol português, o técnico garante que não é uma obsessão, mas não fecha a porta a um eventual convite.

José Mota entende que o seu trabalho “fala por si”, muitas vezes em clubes com “grandes dificuldades” e sempre sem “projetos europeus como objetivo”.

Embora durante alguns anos tivesse pensado que o convite de um ‘grande’ poderia surgir, rejeita lamentar-se ou olhar para trás, pois pretende “viver o dia-a-dia com grande intensidade” e estar onde as pessoas o querem.
“Todos ambicionamos e queremos o melhor para a nossa carreira e se as coisas se proporcionarem um dia, certamente ficarei feliz”, atirou.

Diogo Caldas

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