Após duas actuações em Chaves, o grupo do Teatro Experimental Flaviense já tem sete actuações agendadas nos distritos de Vila Real e Bragança até ao final do ano. O grupo também já está a preparar uma nova peça.

Os amadores de teatro da cidade de Chaves voltaram a ter oportunidade de ver a peça “Jorge Dandino ou um marido confundido” do mestre francês da comédia satírica Molière, na passada segunda e terça-feira. O núcleo duro do Teatro Experimental Flaviense (TEF) conseguiu despertar novamente gargalhadas no público e parte agora em itinerância para sete actuações em localidades dos distritos de Vila Real e Bragança.
“É um texto realmente fantástico que nos dá bastante gozo fazer porque também nos divertimos com ele”, resumiu no final da peça o “infeliz” “Jorge Dandino”. A  trabalhar em Famalicão, o actor Joaquim Lopes passou este ano a interpretar o protagonista desta peça, algo “bastante duro”, mas “gratificante”. “O teatro tem esta coisa fantástica que é: o espectáculo é hoje aqui e amanhã pode ser completamente diferente porque a forma como o público reage, o calor que dá, faz com que o espectáculo viva de maneira diferente e também chegue ao público de maneira diferente”, confessou.
Para Joaquim Lopes, “é sempre melhor representar em Chaves porque é o nosso espaço, foi construído por nós, está aqui muito do nosso suor. E actuar aqui com as condições que temos é fabuloso, mas lá fora também é muito, muito bom porque as pessoas já nos conhecem, cumprimentam-nos e ajudam-nos!”. No TEF há 20 anos, Joaquim Lopes nota que ainda há muito público a conquistar na sua terra. “Chaves evoluiu bastante, nota-se que as pessoas já começam a ter uma cultura teatral bastante melhor do que há alguns anos. Mas gostávamos que fosse mais porque infelizmente somos mais reconhecidos lá fora do que em Chaves”, lamenta. Ainda assim, o actor flaviense remata com uma nota positiva: “estamos plenamente convencidos que ao longo do tempo, degrau a degrau, vamos conquistar o público de Chaves”. Prova disso é que o TEF não pára e já está a trabalhar numa nova peça.
Sandra Pereira
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