O primeiro bebé a nascer no distrito em 2019 chama-se Guilherme e é filho de pais flavienses. O rebento de Manuela Teles e Rui Adão nasceu às 16h45, no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, com 3,410 quilos e 48 centímetros.

“O parto correu muito bem. Eram 6h15 da manhã quando o Guilherme deu sinais de que queria nascer. Viemos logo para Vila Real. As condições climáticas não eram as mais favoráveis e, juntamente com o nosso nervosismo, gerou alguma tensão, mas mal chegámos ao hospital fomos logo encaminhados e o acompanhamento, tanto ao nível dos médicos como dos enfermeiros, foi excecional”, recorda Manuela Teles uma semana depois do nascimento do seu primeiro filho.

A flaviense conta que tanto ela como a família olham com alguma graça para o facto de o Guilherme ter sido a primeira criança de 2019 a nascer no distrito de Vila Real.

“É apenas um pormenor que, naturalmente, teve a sua graça e todos ficámos contentes. Mas o mais importante é que tudo correu bem”, acrescenta.

Já em casa, e com o seu filhote ao colo, Manuela Teles confessa que o mais difícil da gestação nestes últimos meses foram as deslocações ao Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, uma “imposição” do Ministério da Saúde e que representou para toda a família “um enorme transtorno e despesa”.

“Só nas últimas semanas tivemos que nos deslocar a Vila Real sete ou oito vezes. Tínhamos de lá estar de manhã cedo e percorrer mais de 130 quilómetros, ida e volta, muitas vezes com a estrada cheia de gelo”.

Na opinião da flaviense “esta solução não é, de todo, a melhor para as populações”, sobretudo “para aquelas que residem nas aldeias mais distantes”.

“Temos um hospital que até foi considerado um bom edifício, mas, infelizmente, sem as valências necessárias para atender. Os nossos políticos deveriam ser mais reivindicativos e atentos às necessidades das populações. Há 33 anos era possível nascer no Hospital de Chaves, que foi, aliás, onde nasceu o pai do Guilherme”.

Para Manuela Teles e Rui Adão é claro: “Já era altura de criarem uma maternidade aqui em Chaves para servir as populações do Alto Tâmega”.

Recorde-se que o bloco de partos do Hospital de Chaves foi obrigado a encerrar, no final de 2007, por não cumprir os 1500 nascimentos estipulados pelo Ministério da Saúde.

Cátia Portela

loading...
Share.

Deixe Comentário