O Desportivo de Chaves terá este fim de semana, finalmente, a participação inédita na final four da Taça de Portugal de Futsal Feminino referente à temporada 2019/2020. Jogos são em Matosinhos.

As transmontanas apuraram-se na época passada para a fase decisiva, mas devido à pandemia de covid-19 a prova acabou por ser adiada. Já esta época, a final four chegou a estar marcada para início de dezembro mas acabou novamente adiada.

A competição joga-se este fim de semana com os primeiros jogos a decorrerem no sábado.

O Santa Luzia defronta o Benfica às 14:00, seguindo-se o GD Chaves frente ao Arneiros às 16:30. A final é no domingo, às 14:00.

Pela frente na meia-final as flavienses terão uma equipa do mesmo escalão, mas que compete na Zona Sul. O Arneiros, equipa de Torres Vedras, ocupa o terceiro lugar da sua série.

 

3 perguntas a Rute Carvalho, treinadora do GD Chaves:

A Voz de Chaves: É um momento histórico, sentem que podem ainda fazer mais história?
Rute Carvalho: A partir do momento que entrarmos em campo, tudo é possível. Não temos objetivo de vencer a prova, mas gostaríamos, obviamente, de dar mais um passo e estar na final. A equipa está motivada e um pouco ansiosa por esse momento. Contudo estamos também um pouco desiludidas pela forma como vai ser realizada, pois sabemos que não a vamos desfrutar na sua plenitude.

Qual o objetivo e como vão encarar o primeiro jogo?

Vamos estar serenas, concentradas e focadas em nós. Queremos desfrutar do momento e da experiência. E acredito que se conseguirmos ser nós podemos fazer coisas bonitas. Claro que queremos vencer, mas não pode ser a qualquer custo. E a nossa identidade é algo que não vamos abdicar.

Têm tido muitos constrangimentos, como tem sido esta época em pandemia?

Passaram 2 meses desde o primeiro jogo oficial e temos apenas 23 unidades de treino no total. Este era o número que tínhamos no final da pré-época da época passada. Portanto, é lógico que não estamos nem perto daquilo que gostaríamos. São replaneamentos consecutivos, é um plantel muito curto e limitado, é a incerteza de saber se, como, e onde vamos jogar fim-de-semana após fim-de-semana. Neste mês de dezembro vamos realizar mais jogos do que unidades de treino, isto não é o verdadeiro desporto de competição. Não faz sentido! Temos que nos adaptar e viver um dia de cada vez. Como eu digo sempre às jogadoras: “aproveitem e sejam felizes neste jogo, porque amanhã não sabemos se podemos estar aqui”.

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