A transmontana Olga David, de 32 anos, vai envergar a camisola do Desportivo de Chaves pela quinta época consecutiva. A jogadora de futsal, natural de Sabroso de Aguiar, concelho de Vila Pouca de Aguiar, falou À Voz de Chaves sobre a sua carreira e sobre os anseios para a nova temporada.

A Voz de Chaves: Está no GD Chaves desde o início do projeto. Como é ser jogadora deste emblema?
Olga David: É um orgulho enorme representar o emblema mais representativo de Trás-os-Montes. No entanto, é também uma responsabilidade acrescida. Todos os dias, em treino, em competição, ser jogadora do Grupo Desportivo de Chaves obriga-nos a níveis de exigência máximos, e a querermos ser cada vez melhores, até porque o futsal é uma aprendizagem constante.

São já 5 anos ao serviço do Desportivo… Não teve abordagens para outros desafios?
É verdade, são 5 épocas de sucesso, a cumprir os objetivos propostos com uma postura muito séria e profissional. Estou cá desde o inicio do projeto da equipa a competir no Nacional de Futsal Feminino. Confesso que ao longo destes anos, já tive várias propostas para mudar de clube, inclusive nesta temporada, mas a minha prioridade é o GD Chaves. E, por isso, cá estou motivada, como sempre!

Como está a equipa para o inicio do campeonato?
Estamos determinadas e confiantes em fazer uma boa época. Houve alguns acertos no plantel, ainda estamos a assimilar as ideias implementadas pela mister Rute Carvalho, mas penso que estamos a formar um grupo competitivo que nos dá garantias de realizar uma campanha que honre os pergaminhos deste clube.

A Olga é uma das jogadoras mais experientes do plantel. Fale-nos um pouco da sua carreira…
Ao longo da minha carreira, representei vários emblemas, em todos aprendi coisas importantes. Conheci pessoas que me ajudaram a crescer como atleta e como mulher. Comecei a jogar na Drible, de Vila Pouca de Aguiar, (5 épocas na Drible) aos 16 anos, representei a AD Flaviense, de Chaves, em duas ocasiões, enverguei a camisola do Académico Alves Roçadas, de Vila Real, joguei no Mogege, de Vila Nova de Famalicão, e estou no GD Chaves há cinco temporadas. Já lá vão 21 anos consecutivos a jogar federada…

Como é que nasceu este “bichinho” pelo desporto e pelo futsal em particular?
Desde criança que comecei a gostar e a praticar desporto. O futsal foi um amor para a vida. Também gosto muito de futebol, mas o futsal é sem duvida a minha modalidade preferida.

Faz parte de uma família muito ligada ao desporto…
Sim, é verdade. O meu pai foi diretor, e presidente do Sabroso SC, o meu irmão foi guarda-redes de futebol e atualmente já tem um percurso alargado como treinador de futebol.

Ser atleta de futsal implica sacrifícios?
Sim… Requer bastante dedicação, empenho, espírito de sacrifício rigor no nosso dia-a-dia, para estar preparada para cada treino, para a competição que o Campeonato Nacional de Futsal Feminino exige. Ser atleta foi uma escolha minha, é um estilo de vida que escolhi no qual me orgulho muito.

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