O coordenador da formação do GD Chaves, Carlos Felisberto, fez À Voz de Chaves a antevisão da nova temporada, onde abordou os novos espaços à disposição, o aliciante dos contratos profissionais a jovens jogadores e o processo do clube na certificação enquanto entidade formadora.

 

 

A Voz de Chaves: Nesta nova época, os contratos profissionais que o clube tem feito são um aliciante para os jovens?
Carlos Felisberto: Acima de tudo, este é um clube que cada vez mais é apetecível para os jovens jogadores, porque para além de estar a fazer um trabalho notável naquilo que é a sua equipa profissional, a equipa ‘A’, tem neste momento já num patamar sénior uma equipa satélite, que está já num patamar nacional, e isso é por si só aliciante e extremamente motivante para todos os jovens que fazem um trajeto dentro do nosso departamento de formação, que é um dia vir a integrar uma dessas duas equipas. Infelizmente nem todos vão chegar lá, mas trabalham com isso no horizonte. Há um princípio fundamental a partir do momento em que trabalhamos no futebol 11, que é o da meritocracia, e os jogadores e encarregados de educação têm de perceber que o clube deixa de ter capacidade de absorção de todos os jogadores e passa a filtrar, pela qualidade e competência.

Tem sido bom ver jogadores da formação assinarem esses contratos?
Há alguns jogadores que têm de servir de referência dentro da estrutura, do departamento de formação, como o Mika, Ruca, Afonso ou Simão Martins, que são jogadores que passaram por aqui. Por isso, é um estímulo para os nossos jovens perceberem que com trabalho poderão ter também um dia a oportunidade deles, percebendo que para lá chegarem tem de ser assente uma grande base de trabalho e atitude.

Como está a situação da formação enquanto entidade formadora?
O objetivo do clube é passar a ter a certificação total. Neste momento está com reservas e o objetivo é melhorar para ser entidade de formadora total. O máximo que podemos almejar é ser entidade formadora cinco estrelas, e é isso que o clube vai procurar.

Como está o processo?
Estamos a melhorar tudo aquilo que pode ser melhorado, já temos mais espaços físicos, um patamar intermédio, entre equipa profissional e departamento de formação, com a equipa satélite, estamos a tentar melhorar ao nível dos nossos recursos humanos, para que cada vez mais os nossos jovens possam ter recursos habilitados e competentes no seu processo de formação. Também é importante que seja percebido com uma continuidade da educação que recebem em casa pelos pais, e na escola pelos professores.

Quanto aos espaços físicos, há novidades para esta época…
A utilização do novo complexo durante a época vai-nos aliviar muito, sobretudo no futebol 11, onde as equipas precisam do espaço formal, com as medidas oficiais, e vamos conseguir mais estímulos semanais, desde os sub-14 aos sub-19.

Também têm novas instalações?
O próprio departamento de formação expandiu-se, com a saída da secretaria para a bancada topo sul, e estamos a utilizar esse espaço. Temos mais qualidade, mais espaço para trabalhar, reunir, no fundo para receber os encarregados de edução, ao mesmo tempo ganhamos espaços para que os jogadores utilizem como sala de estudo, pois é importante darmos o mínimo de condições. Na temporada passada houve alguns momentos onde os jogadores procuraram-nos para ter espaço para estudar, antes dos treinos, e queremos manter isso e melhorar, pois pretendemos que no futuro tenham secretárias individuais para que eles tenham um espaço para realizar as tarefas escolares.

Na temporada passada realizaram várias ações de formação, como nutrição, psicologia ou de arbitragem, vão manter?
O caminho é continuar a investir na formação, perceber quais são as áreas que são mais carenciadas, e procurar dar formação aos nossos treinadores, jogadores, encarregados de educação e o objetivo é tentar abranger todos os nossos recursos, para que estejamos cada vez mais dentro do que é uma só visão e um só caminho. Sabemos que ainda não estamos a focar todos os encarregados de educação, até pelo reduzido número em algumas ações, mas gostaríamos que eles se mobilizassem, pois os educandos merecem e é um espaço em que podem ser colocadas questões.

Com que dimensão está neste momento a formação do GD Chaves?
Estamos a falar de quase 400 jovens, a que se juntam umas dezenas largas de treinadores, diretores de equipa, enfermeiros, fisioterapeutas, massagistas, e colaboradores que nem sempre são faladas mas ajudam no dia-a-dia do clube, como técnico de roupa, senhoras da limpeza e da secretaria… São muitos recursos, por vezes é um trabalho ingrato e invisível. O futuro passa por cada vez estar melhor, o objetivo é proporcionar aos jogadores que se vão mantendo no futebol 11 o máximo de épocas nos campeonatos nacionais, pois permite evoluir, ao contrário dos campeonatos distritais.

Diogo Caldas

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