Seis vitórias consecutivas na fase de apuramento de campeão selaram o título distrital para o Chaves B. Grupo maioritariamente com iniciados de primeiro ano, juntaram o campeonato à taça sub-14, e alcançaram a dobradinha. União desmonstrada com promessa de rapar o cabelo. Próximo desafio é enfrentarem o campeonato nacional na próxima temporada.

O objetivo era chegar ao apuramento de campeão e o arranque nem foi o melhor, mas após duas derrotas e um empate, foi sempre a ganhar para na penúltima jornada o campeonato ficar já selado.

O defesa Tó Pizarro é um dos campeões, que juntamente com muitos dos colegas tem tido duas épocas de sonho. Título dos sub-13 e sub-14, e duas taças sub-14, deixam o flaviense “com as lágrimas nos olhos”.

A conquista dos campeonatos levam-no também a cumprir a promessa, bem como o restante plantel, de rapar o cabelo e assim, festejar de maneira diferente na última jornada, no sábado, em casa, já com o título assegurado.

“Fico feliz por ter mais um título. O nosso objetivo era chegar à fase de campeão e vimos que tínhamos hipóteses de ganhar, e, com confiança, ganhamos os jogos decisivos. Agora quero jogar no nacional, num nível mais exigente, conhecer jogadores que são grandes promessas e eu quero aprender com eles”, vincou.

Já a conquistar o primeiro título, a emoção não é menor para Xavi. O médio que se mudou do Benfica Chaves para o GD Chaves explica que “é uma sensação boa conquistar o primeiro campeonato e festejar com os colegas”.

“Sempre estivemos unidos, é um grupo unido, apesar das derrotas ou empates nunca ninguém ficou de parte e é uma sensação incrível. Agora espero continuar a ter sucesso, para a próxima época jogar no nacional, onde queremos ter uma boa prestação e trabalhar para sermos melhores”, garantiu o jovem que tem o sonho de jogar num grande em Portugal, mas também chegar ao campeonato inglês.

5 perguntas a Rafael Guerra, treinador do GD Chaves: “Para quem conhece estes miúdos título não é surpresa”

A Voz de Chaves: É inesperado este título?
Rafael Guerra: Para quem está dentro do processo, trabalha com estes miúdos todas as semanas desde o início de setembro, no fundo, não é surpresa. Para quem está de fora pode ser, mas para nós não. São miúdos com grandes capacidades técnicas, físicas e psicológicas, conseguem manter um grande equilíbrio emocional, algo importante nestes dias, e têm uma grande capacidade de assimilação de processos, muito inteligentes todos, e torna-se fácil trabalhar com eles, sobretudo sobre vitórias, que foi o nosso ano, com a dobradinha. Era o objetivo?
Queríamos vencer a Taça Distrital e ir à fase de campeão. Não começámos da melhor forma, mas depois de termos jogado com as três equipas da outra série, que não conhecíamos tão bem, fechámo-nos no balneário, analisamos tudo e disse-lhes com toda a sinceridade que não tinha visto equipa melhor que a nossa e se eles quisessem podíamos fazer melhor. Encaixámos isso e a partir daí focamo-nos nos erros, corrigimos e depois disso conquistamos seis vitórias consecutivas e saltámos para primeiros. A chave foi essa e o mérito é deles que perceberam isso na perfeição.

É um grupo especial?
Sem dúvida que é um grupo bastante unido, conseguimos separar perto da perfeição o que é treinar e brincar, e eles levam isso a sério. É fundamental num grupo de trabalho, ter esse espírito aventureiro e trabalhador. Ninguém se vai esquecer desta temporada, com uma dobradinha e todo o espírito de grupo.

Este plantel tem um importante desafio no nacional na próxima época…
Muitos irão estar certamente nesse plantel, qualidade e potencial não lhes falta. É de realçar que esta equipa é totalmente, menos dois atletas, sub-14, e com um sub-13, o Vasco e foram campeões sub-15. Competiram contra jogadores um ano mais velhos. É um grande indicador e a maior parte deles são os melhores do distrito. Têm de continuar a trabalhar e ser competentes.

Terceira época no Chaves a treinar com dois títulos…
Já tinha orientado os sub-16 e sub-18. Agora com os sub-14 foi um grupo diferente, com muitos atletas, e nunca tinha tido tantos, o que permitiu trabalhar de forma melhor, pois gere-se muitas mais coisas, de motivação, trabalho, promover quem trabalha e eles perceberam que quem trabalha está sempre mais perto de jogar. Todos evoluíram de uma forma enorme. Obrigado a quem nos acompanhou a época toda, aos pais que têm um papel fundamental, à direção e coordenação técnica do clube, à minha família e amigos e a quem acreditou em nós.

Diogo Caldas

 

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