A terminar o mestrado em Engenharia Aeroespacial no Instituto Superior Técnico de Lisboa (IST), Nuno Calejo Alves foi distinguido com o Prémio Primus Inter Pares 2019, um galardão que reconhece “futuros líderes de negócios” em Portugal.

Com apenas 22 anos Nuno Calejo Alves é já considerado um dos talentos mais promissores no mundo empresarial, depois de ter conquistado o terceiro lugar do Prémio Primus Inter Pares.
O flaviense conta que foram os colegas do Técnico de Lisboa que o incentivaram a concorrer por considerarem que o transmontano “tinha o perfil” ideal e capacidades para chegar ao pódio. Apesar do tempo que teria de investir, Nuno Calejo Alves viu neste concurso uma “excelente oportunidade” para crescer profissionalmente e conseguir novos contactos.
“Na fase inicial, o aspeto que eu via como mais vantajoso era mesmo a oportunidade de conviver e até competir, de uma forma saudável, obviamente, com alguns dos melhores alunos do país e das melhores faculdades, o que permite ganhar uma rede de contactos muito interessante”, sublinhou o estudante.
O prémio, promovido pelo Santander Universidades e pelo Expresso, pretende identificar “os futuros líderes do país” entre os estudantes universitários finalistas. Aos concorrentes são colocados vários desafios, que vão desde provas escritas até atividades “fora da caixa”, como um peddy paper noturno em equipa e uma entrevista individual com elementos do júri. O objetivo, explica Nuno Calejo Alves, é testar as “diversas competências” dos participantes, como a capacidade de liderança, o trabalho em equipa, a facilidade em resolver problemas, expressão oral, entre outras.
“Inicialmente quando me candidatei ao concurso não tinha expectativas bem definidas pois não tinha noção de quem seriam os restantes participantes”, salientou o flaviense. Porém, à medida que as provas foram avançando, e embora os restantes candidatos apresentassem um perfil de líder bastante forte, Nuno constatou que “poderia chegar longe” e ser um dos finalistas.
Ao contrário do que se pensa, um “aluno de engenharia também pode ter o perfil de um gestor e de um líder, com o benefício dos conhecimentos tecnológicos que adquiriu, e que muitas vezes acabam por ser uma vantagem em relação a alunos de gestão”, destacou.
Dos cinco finalistas, apenas três foram premiados com um MBA, que será realizado em escolas de negócios de Barcelona, Madrid, Lisboa ou Porto, financiado pelo Banco Santander.

Desde criança que “sentia sempre um instinto para assumir a liderança”

Nuno Calejo Alves confessa que se revê no papel de líder e que desde criança que era ele que “assumia o controlo e fazia as equipas quando era para jogar futebol ou até mesmo nos escuteiros”, quando foi chefe de uma patrulha logo no primeiro ano em que entrou ou quando foi, também no primeiro ano, gestor de projeto na JUNITEC (Júnior empresa do IST) e diretor do departamento técnico no ano seguinte.
“Eu sentia sempre um instinto para assumir a liderança pois tinha imensa vontade que as coisas corressem o melhor possível, e acreditava que se fosse eu a estar à frente da equipa teria mais controlo para garantir que isso acontecesse. Por outro lado, sempre que estou inserido num grupo e há claramente uma pessoa que, por alguma razão, lhe reconheço que tem mais aptidão para ser o líder e que fará um melhor trabalho do que eu, então terá todo o meu apoio para tal e terei todo o gosto em fazer parte da equipa. Acho que isso também é uma capacidade importante que um líder tenha, saber quando deve dar a posição a outra pessoa”, destaca.
Relativamente à realização do MBA, Nuno Calejo Alves considera que é uma “oportunidade de juntar os meus conhecimentos na área da engenharia com conhecimentos na área da gestão”, duas competências que considera fundamentais para liderar empresas tecnológicas.
Neste momento, terminar a tese de mestrado em Inteligência Artificial é o seu objetivo e depois do curso concluído o flaviense pretende ingressar no mercado de trabalho, ganhar experiência e depois realizar o MBA. Para breve está ainda previsto o lançamento da sua empresa, a MyNutriScan.

Cátia Portela

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