O ano de 2021 não está a começar bem para os concelhos do Alto Tâmega, com mais uma feira de fumeiro a ser cancelada, desta vez a de Montalegre, com data marcada de 28 a 31 de janeiro. Venda de produtos online é a grande aposta.

O plano inicial seria a existência da feira presencial no pavilhão multiusos, obedecendo a todas as medidas de segurança impostas pelas autoridades de saúde: distanciamento entre produtores e visitantes, corredores de circulação, uso obrigatório de máscara, controlo da temperatura à entrada do recinto e desinfeção das mãos. Contrariamente aos anos anteriores, estava ainda previsto que a Rainha do Fumeiro não contaria, este ano, com a animação nem com o espaço de degustação dos produtos habituais.

Também em Montalegre a grande novidade deste ano é a criação de uma plataforma de venda de produtos online, sendo esta um complemento da feira presencial.

Mas este plano teve de mudar, uma vez que esta quinta-feira Portugal entra num novo confinamento, muito semelhante ao de março e abril do ano passado, com a duração de um mês.

“Começámos a preparar a feira há três ou quatro meses e sempre anunciámos que iríamos fazer tudo para que houvesse feira, porém, esta não se vai realizar e será só no formato online”, destaca Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal de Montalegre.

A Feira do Fumeiro de Montalegre é uma grande oportunidade para os produtores da região escoarem os seus produtos e obterem parte dos rendimentos necessários para a sua subsistência, sendo, por isso, a realização da feira presencial o plano mais desejado. Além disso, este evento traz também mais-valias para outros setores, como o da restauração. Também a hotelaria da região costuma lucrar com o certame. Por isso, a não realização da feira “será muito prejudicial para o concelho e a região. Havendo confinamento a feira não se vai realizar. Isso é uma certeza com a qual os produtores já convivem há muito tempo”, realça o autarca.

A grande aposta para esta edição foi então a criação de uma plataforma online, a https://fumeirodemontalegre.pt/web/, que está já em funcionamento, permitindo que os produtores façam negócio através dela.

Apesar de esta plataforma online estar “a ter muito sucesso”, para Orlando Alves a não realização da feira presencial “é muito prejudicial para toda a região e para os produtores. É prejudicial para todos nós. No fundo é uma parte de nós que fica por realizar-se”.

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