No passado dia 26, a Escola Profissional de Chaves (EPC) celebrou o seu 29º aniversário, como já vem sendo hábito, em ambiente familiar.

O dia oficial de aniversário daquela que foi uma das primeiras escolas de ensino profissional em Portugal é no dia 25 de outubro, contudo, e de forma a assegurar que a perturbação das aulas fosse a menor possível, as comemorações foram adiadas para sexta-feira.

A receção aos convidados foi feita por alunos da Escola, que os acompanharam até uma sala onde os esperavam alguns doces, salgados, sumos e café. Depois de estarem todos presentes, o palco da sessão solene foi o auditório da Escola.

Jorge Paulo Santos, diretor executivo da Escola Profissional de Chaves, deu as boas-vindas aos alunos, familiares, amigos, ex-alunos, entidades civis, militares e religiosas que fizeram questão de marcar presença nas comemorações do aniversário da EPC. O diretor executivo da EPC pediu ainda a todos que fosse guardado um minuto de silêncio em honra de Paulo Dias, docente da ECP, que perdeu a vida num acidente em Espanha no passado dia 5 de outubro.

Também Nuno Vaz, presidente da Câmara Municipal de Chaves, e, por inerência, presidente da entidade promotora e proprietária da Escola, a Associação Promotora de Ensino Profissional do Alto Tâmega, esteve presente na cerimónia, bem como os representantes das restantes entidades parceiras: Vítor Pimentel, presidente da ACISAT – Associação Empresarial do Alto Tâmega, e João Miranda Rua, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Chaves. Na mesa esteve ainda presente o diretor pedagógico da Escola, António Silva.

Na sua intervenção, o autarca flaviense deixou uma mensagem de incentivo a todos os jovens presentes: “Cada um de vós é absolutamente importante e decisivo para aquilo que possamos ser amanhã. O futuro do nosso território passa mais por vós do que por qualquer um de nós que estamos aqui [nesta mesa]. Acreditem em vocês”.

Na sessão solene foram entregues os diplomas aos 53 alunos que concluíram os seus estudos no ano letivo anterior (2017/2018), e a cinco alunos de outros anos letivos. Foi ainda entregue o prémio de mérito ao melhor aluno do ano letivo anterior. Francisco Cunha concluiu o curso de Mecatrónica com a média de 18,2 valores. Foram também homenageados dois colaboradores docentes por prestarem serviço na EPC há 25 anos.

Tendência demográfica de perda de população no Alto Tâmega afeta ensino profissional

Os 29 anos de existência são motivo de orgulho para Jorge Paulo Santos. Contudo, também a Escola Profissional de Chaves tem vindo a sentir as consequências da falta de jovens na região do Alto Tâmega. “A abertura do sistema para o ensino regular público constituiu efetiva concorrência, por assim dizer, e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de valorização porque se encarou, e, definitivamente, assumiu-se o ensino profissional como uma alternativa. Mas tivemos de dividir os meninos que frequentavam o ensino profissional com todas as escolas secundárias. E infelizmente em territórios de baixa densidade, como é o nosso, temos de dividir esses meninos que já são poucos. E, portanto, sofremos todos do mesmo mal, com a perda de população e obviamente uma perda na procura”, referiu Jorge Paulo Santos, acrescentando ainda que “esta instituição sofreu logicamente também uma política de downsize e, portanto, tivemos a nossa redução consequente. Mas estabilizámos num número de turmas que consideramos muito interessante que é de 12 turmas, e que renovámos este ano com a abertura de quatro”.

Uma das ideias mais vincadamente defendidas pelo presidente da Câmara Municipal de Chaves é o desenvolvimento da capacidade termal do concelho. Deste modo, Nuno Vaz entende que a Escola Profissional de Chaves será uma boa parceira para atingir esse objetivo: “Está assumido que o Alto Tâmega, e em particular o concelho de Chaves, tem naturalmente de valorizar os seus recursos naturais. Entendemos que o recurso que tem mais potencialidades para gerar mais valor, para criar mais energias, mais atividade, para criar mais emprego é a água. E uma das suas utilizações é a água termal, como todos sabemos. A ambição é que possamos fazer com que este recurso tão valioso tenha outro tipo de relevância e dimensão. Para isso temos de poder apostar mais ainda na formação, no conhecimento e na investigação, e isto tem de ser feito de uma forma integrada. Para além daquilo que a EPC tem feito na área da restauração, do bar, da hotelaria, e também da tecnologia, é importante que faça uma intervenção maior na área do turismo e do termalismo. E nós pensamos que a EPC, assim como o Instituto Politécnico de Bragança, podem fazer uma formação mais intensa para que nós possamos melhorar aquilo que pode ser melhorado nas Termas”.

Como já vem sendo hábito nos últimos anos, no encerramento da sessão solene os presentes assistiram a números musicais preparados por alguns anos, e a celebração dos 29 anos desta escola culminou com um almoço volante confecionado por alunos e professores da EPC.

Maura Teixeira

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