A Câmara Municipal de Valpaços tem uma equipa a trabalhar na localidade de Argeriz de modo a “desvendar, proteger e salvaguardar” o património histórico existente na zona.

Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1984, o Santuário Rupestre de Argeriz está a ser alvo de escavações.

Este processo está integrado no Projeto Arqueológico do Concelho de Valpaços, cujo objetivo é o de “atualizar e operacionalizar o conhecimento histórico-arqueológico sobre o concelho, para o melhor proteger, divulgar e preparar uma nova Carta Arqueológica do Concelho, na senda do trabalho realizado pelo Professor Adérito Medeiros Freitas”, pode ler-se em nota publicada na página oficial de internet da autarquia valpacense.

Esta iniciativa partiu da Câmara Municipal, com a direção científica de Pedro Abrunhosa Pereira e Maria de Fátima Machado, e a autarquia pretende “valorizar aquele património, informar e abrir novas áreas de escavação para que um património de valor incalculável ‘não se perca no tempo’”.

Junto ao Santuário foram encontrados e identificados alguns fragmentos de cerâmica comum e material de construção que, ao que tudo indica, atribuirão a datação do local ao período romano.

“Porque nos pertence, porque faz parte da nossa história, não podemos deixar mais uma riqueza do nosso concelho sem a devida proteção. É um trabalho minucioso, demorado, mas necessário e no qual estamos dispostos a investir para que possamos valorizar o nosso património para dinamizar a economia do turismo, não descurando o respeito pela nossa cultura e os nossos antepassados”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Valpaços, Amílcar Almeida, a propósito do projeto. 

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