Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega (CIM-AT) e o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) implementam no Alto Tâmega 8 Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), no ano letivo de 2019/2020.

Resultante de uma parceria entre a CIM-AT, que engloba os concelhos de Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar, e o IPB, estão a ser implementados no Alto Tâmega 8 Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), para o presente ano letivo 2019/2020, alargando assim a oferta destes cursos na região.

Os CTeSP constituem uma nova tipologia de formação de Ensino Superior de curta duração, com quatro semestres letivos e confere um Diploma de Técnico Superior Profissional, qualificação de nível 5 do Quadro Nacional de Qualificações, e possibilitam o acesso ao mercado de trabalho, podendo os alunos, alternativamente, prosseguir os estudos de Licenciatura, através de concurso especial de acesso.

Aos CTeSP podem candidatar-se os alunos titulares de um curso de ensino secundário ou de habilitação legalmente equivalente, assim como os que tenham sido aprovados nas provas especialmente adequadas destinadas a avaliar a capacidade para a frequência do ensino superior dos maiores de 23 anos, realizadas para o curso em causa, bem como os titulares de um diploma de especialização tecnológica, de um diploma de técnico superior profissional ou de um grau de ensino superior que pretendam a sua requalificação profissional.

O sonho da Informática

Terminado o 12º ano, a impossibilidade de poder ingressar numa Licenciatura em Informática, levou Rafael Ferreira, de Chaves, a frequentar o CTeSP nessa área. Sobre o CTeSP de Informática, Rafael Ferreira referiu que “gostei de frequentar o curso, deixou-me bem preparado, correspondendo às expetativas. E ainda bem que me inscrevi, pois permitiu-me que pudesse prosseguir para a Licenciatura em Informática.”.

 

Na verdade, terminado o CTeSP, Rafael ingressou no Curso de “Informática e Comunicação”, na Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela, do Instituto Politécnico de Bragança e a frequência do CTeSP , além dos conhecimentos adquiridos, permitiu “unidades curriculares do do CTeSP fossem creditadas na Licenciatura”, concluiu Rafael Ferreira.

De militar a Engenheiro Agrónomo

Rafael Jacob, de Lousa, Torre de Moncorvo, após o 12º ano, decidiu-se pela vida militar, que abandonou passado cinco anos. Incentivado a prosseguir os estudos e habituado às lides do cultivo da vinha, decidiu ingressar, por gosto, no CTeSP de “Vinicultura e Enologia” em Valpaços, “por ser o local mais perto de casa, onde o curso era administrado”, referiu Rafael.

Terminado o CTeSP, “ um curso muito bom, com estágio integrado”, decidiu ingressar na Licenciatura de Engenharia Agronómica, que, no âmbito do plano de estudos, viu reconhecido um conjunto de unidades curriculares que haviam sido administradas no CTePS.

Terminada a Licenciatura no presente ano, vai avançar para o mestrado, “mas ainda estou indeciso quanto à área específica a escolher”, concluiu.

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