A Escola Profissional de Chaves celebrou na sexta-feira passada, dia 25 de outubro, três décadas de existência, numa cerimónia que reuniu toda a comunidade escolar e várias entidades da cidade flaviense.

Corria o ano de 1989 quando foi criada a Escola Profissional de Chaves (EPC), tendo como principal promotor deste projeto o engenheiro Branco Teixeira, presidente da autarquia flaviense na época. O dia 25 de outubro ficará marcado na história da cidade uma vez que foi neste dia que a EPC iniciou as suas atividades letivas, abrindo assim portas ao ensino profissionalizante em Chaves e uma das primeiras escolas a serem criadas a nível nacional nesta área. Com apenas cinco cursos, nesse ano inscreveram-se 100 alunos. Posteriormente, e com a consolidação do ensino profissionalizante no país e da EPC em Chaves, o número de alunos aumentou, assim como aumentou também a oferta formativa. Nas três décadas que se seguiram estudaram nesta escola 3401 alunos, tendo sido diplomados 1993, distribuídos por 166 turmas de 62 cursos, de 47 áreas diferentes.
“É com muito orgulho que festejo este aniversário”, começou por dizer Jorge Paulo Santos, diretor executivo da EPC, durante a cerimónia de aniversário. Para Jorge Paulo Santos, ao longo destes anos, a escola profissional tem sido preponderante ao nível da “componente social e de coesão, no combate ao insucesso e ao abandono escolar, em dar resposta e encaminhando muitos alunos, que de outra forma não teriam concluído os seus estudos, assegurando a muitos deles uma formação e preparação para que sejam preferência dos empregadores e se mantenham no território, contribuindo para a fixação da população mas também para o desenvolvimento e melhoria da qualidade dos serviços prestados” na região. A EPC garante ainda formação adequada para que os seus alunos finalistas prossigam os estudos no ensino superior.
A oferta profissional nas escolas públicas assim como a diminuição da população têm sido as principais causas da diminuição do número de alunos nas escolas profissionais do país e também em Chaves, atualmente. No entanto, e devido à qualidade do ensino na EPC, a escola continua a ser preferida pelos alunos, tendo atualmente 205 alunos, distribuídos por 12 turmas.
“E cá estamos a tentar contrariar a tendência e a fazer mais com menos e a corresponder cada vez mais às mais exigentes obrigações da tutela pedagógica e financeira, com o muito e bom trabalho de todos aqueles que aqui continuam a colaborar”, sublinhou o dirigente.
Durante a cerimónia foram lembrados todos aqueles que contribuíram para a “história” da EPC, através de um vídeo, foram entregues os diplomas aos alunos finalistas dos cursos de Cozinha/Pastelaria, Restaurante/Bar, Informática de Gestão e Mecatrónica, e foi ainda distinguido o melhor aluno da EPC, Rafael Delgado, do curso de Mecatrónica, com a média final de 17,5 valores. Na cerimónia atuou ainda o grupo de ensemble da Casa de Cultura de Outeiro Seco.

Rafael Delgado, do curso de Mecatrónica, com a média final de 17,5 valores

O presidente da Associação Nacional de Escolas Profissionais, José Luís Presa, marcou presença no aniversário e salientou o contributo das escolas profissionais na qualificação dos jovens e na contínua disponibilidade das escolas em fornecer formação ao longo da vida das pessoas.
“Todas as escolas têm de estar bem apetrechadas, têm de estar ao nível do melhor do que se faz nas empresas e dar resposta às necessidades do tecido económico e social do território onde estão inseridas”, lembrou o responsável.
A cerimónia de aniversário contou com a presença do presidente da Câmara de Chaves, Nuno Vaz, do provedor da Santa Casa da Misericórdia de Chaves, Jorge Pinto de Almeida, do presidente da Associação Empresarial do Alto Tâmega (ACISAT), Vítor Pimentel, do diretor pedagógico da EPC, António Sousa e Silva, dos professores, dos funcionários, dos alunos, dos pais e encarregados de educação.
O dia de festa continuou na cantina da escola onde foi servido o almoço e cortado o bolo de aniversário.

Cátia Portela

loading...
Share.

Deixe Comentário